Djokovic volta a fazer o “impossível” e vence Nadal rumo à final de Roland-Garros

É considerada pela maioria como a missão mais difícil de toda a história do ténis, mas seis anos depois Novak Djokovic voltou a ser bem sucedido: o número um mundial venceu Rafael Nadal por 3-6, 6-3, 7-6(4) e 6-2 na terra batida de Roland-Garros — a “catedral” do maiorquino — para marcar encontro com Stefanos Tsitsipas na final de domingo.

O encontro prolongou-se por 4h13 e foi marcado por vários picos de ambos os jogadores, em particular na terceira partida que primeiro até esteve perto de cair para o lado de Nadal, com o espanhol a dispor de um set point no segundo serviço de Djokovic, ao 6-5 e o tie-break a revelar-se decisivo para o desfecho da contenda, que também entrou para a história por receber uma autorização excecional — e totalmente inesperada — das autoridades francesas para continuar com a presença dos cerca de 5.000 espetadores mesmo depois das 23h que marcam o início do recolhimento obrigatório.

Ao derrotar o seu arquirrival pela 30.ª vez em 58 encontros, Novak Djokovic tornou-se no primeiro tenista da história a vencer Rafael Nadal em Roland-Garros por duas ocasiões (Robin Soderling, em 2009, foi o outro tenista que conseguiu passar pelo espanhol nesta terra batida) e, mais importante, garantiu a presença na final do torneio parisiense pela sexta vez na carreira e terceira sem o espanhol como adversário — na primeira, em 2015, perdeu para Stan Wawrinka; na segunda, em 2016, venceu Andy Murray para completar o Grand Slam de carreira; e na terceira, em 2021, terá pela frente o estreante Stefanos Tsitsipas, que superou Alexander Zverev na primeira meia-final da jornada.

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