Bancadas cheias no regresso do ténis à Austrália

O verão de ténis australiano começou esta sexta-feira em Adelaide com uma exibição recheada de estrelas. Mas mais do que Novak Djokovic, Rafael Nadal ou Serena Williams, o que está a merecer destaque é a afluência do público às bancadas do Memorial Drive Tennis Centre.

Com um total de 28.794 casos de covid-19 detetados desde o início da pandemia (e apenas 89 casos ativos, todos isolados), a Austrália foi e é um dos países que melhor lidou com a situação e o cenário que se vive esta sexta-feira em Adelaide — e que se repetirá em Melbourne — comprova-o.

Recorde-se que, na chegada ao país, todos os jogadores tiveram de cumprir uma restrita quarentena de 15 dias antes de lhes ser dada “luz verde” para circularem como o resto da população, para a qual o distanciamento social e a utilização de máscaras não são, atualmente, preocupações necessárias devido ao controlo da pandemia.

Em Adelaide, Djokovic, Nadal, Thiem, Williams, Osaka, Halep e os respetivos parceiros de treino receberam um “tratamento especial” em comparação com os colegas de profissão: foram-lhes atribuídas suites de luxo, com grandes varandas, e receberam autorização do governo para viajar com mais do que dois acompanhantes, para além de terem desde o início acesso permanente ao ginásio. Em Melbourne, para onde viajou a maioria dos tenistas, as condições criadas não atingiram os mesmos níveis de luxo e conforto, com muitos jogadores a ficarem privados de uma janela funcional. A situação agravou-se quando quase 100 atletas foram impedidos de abandonar os quartos de hotel por terem viajado em aviões onde foram detetados casos positivos à covid-19 (nenhum deles em jogadores), pelo que para muitos o período de isolamento total só termina este sábado. É o caso, por exemplo, do português Frederico Silva e do seu treinador.

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