Frederico Silva entre o novo grupo de jogadores que tem de ficar em quarentena

Depois de uma semana brilhante em Doha, o azar bateu à porta de Frederico Silva: o tenista português confirmou ao Raquetc que viajou no avião onde, à chegada a Melbourne, um passageiro testou positivo à covid-19, resultado que obrigará todos os que seguiam a bordo a cumprirem uma restrita quarentena nos respetivos quartos de hotel, sem direito a tempo de treino no exterior.

“Não nos disseram quem é que testou positivo, mas disseram que esteve em contacto próximo com todos e que por isso vamos ter de fazer a quarentena. Não são 14 dias porque começou anteontem, por isso são 12”, explicou-nos o tenista português.

Tal como já tinha acontecido no sábado, a Tennis Australia colocou os jogadores envolvidos a par da situação e confirmou, para já, o pior cenário, exigido pelas autoridades australianas de forma a proteger a comunidade.

Assim, este terceiro grupo de jogadores, com o jovem caldense de 25 anos e outros qualifiers incluídos (entre eles Carlos Alcaraz e o treinador Juan Carlos Ferrero), junta-se aos 47 tenistas que no dia anterior sofreram um volte-face nas preparações para o primeiro torneio do Grand Slam do ano, com início marcado para 8 de fevereiro.

O período de quarentena significa que os jogadores só poderão abandonar os quartos pela primeira vez a 31 de janeiro, e isto caso continuem a testar negativo nos testes PCR realizados todos os dias. Para essa semana estão previstos os primeiros torneios em solo australiano (dois ATP 250, a ATP Cup e dois WTA 500), mas é expectável que muitos abdiquem da participação por necessitarem de tempo de preparação antes de voltarem a competir.

Esse tem, aliás, sido um dos aspetos mais criticados nas últimas 24 horas, com os jogadores a exigirem mais, melhores e sobretudo iguais condições entre todos.

No entanto, na video-chamada que se seguiu ao anúncio a Tennis Australia comunicou aos jogadores que, apesar de pouco provável, tentará uma outra solução: “A ideia deles é tentar criar uma bolha dentro da bolha para que os jogadores que continuem a testar negativo possam treinar. Disseram-nos que vão tentar ver essa opção, mas não lhes parece fácil”, acrescentou Frederico Silva.

Sem equipamento de ginásio no quarto, o jogador português contou que na manhã de segunda-feira (noite de domingo em Portugal Continental) deverá receber um novo telefonema da organização: “Vão ligar-nos durante o dia de amanhã para saberem no que é que nos podem ajudar. [O equipamento] pode ser uma ajuda, mas nunca será a mesma coisa. Acabámos de vir de uma pré-época e estar duas semanas parados não é, de todo, o ideal.”

Última atualização às 11h48.

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