Isner (e ele sabe do que fala): “Precisamos de mudar as regras. Precisamos de tie break no 5.º set”

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Fotografia: AELTC/Thomas Lovelock

Foram precisas 6h35 para conhecer o vencedor da primeira meia-final masculina da 132.ª edição de Wimbledon, com Kevin Anderson a sair vitorioso com um parcial de 26-24, num quinto set que parecia interminável, frente a John Isner.

E se há tenista que pode falar com propriedade de “maratonas” em Wimbledon, esse tenista é, precisamente, John Isner. A opinião do norte-americano é clara e não deixa margem para dúvidas: “Precisamos de mudar as regras. Precisamos de tie break no quinto set. Sinto-me muito mal, pelo que precisarei de alguns dias para me recuperar”, atirou em conferência de imprensa.

“Fiz tudo o que estava ao meu alcance para continuar a jogar durante todas aquelas horas (bebidas, bananas, etc)”, acrescentou o número 10 mundial, que deixou rasgados elogios ao seu adversário.

“Anderson é um tenista muito bom. Ele obrigou-me a melhorar, é um dos jogadores mais profissionais do circuito”, afirmou Isner, considerado que o vencedor da outra meia-final (Rafael Nadal ou Novak Djokovic) “será o favorito para a final, porque Anderson tem passado muito tempo em court“.

Recorde-se que John Isner é um dos protagonistas do encontro mais longo da história do jogo. Na primeira ronda da edição de 2010, o norte-americano e Nicolas Mahut jogaram durante 11 horas e 5 minutos, ao longo de três dias.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade. Contacto: joaocorreia@raquetc.com