Advogados de Djokovic dizem que governo australiano quer deportá-lo para não incentivar entusiasmo anti-vacinas

Dia agitado em Melbourne: o governo australiano voltou a anunciar o cancelamento do visto de Novak Djokovic, as partes interessadas reuniram-se com o juiz numa audiência de instruções na qual foi anunciado que o tenista sérvio voltará a ser detido até à decisão de domingo e os advogados do número um mundial afirmaram que as autoridades locais pretendem levar a cabo a deportação para não incentivar o entusiasmo anti-vacinação contra a covid-19.

Ao juiz Anthony Kelly, a equipa de advogados de Djokovic apresentou a tese de que o cancelamento do visto anunciado horas antes pelo ministro da Imigração não aconteceu pelo facto do sérvio não cumprir as leis de entrada no país, mas sim porque o governo considera que a sua permanência na Austrália irá alimentar o entusiasmo dos apoiantes do movimento anti-vacinação.

Na mesma audiência, as duas partes concordaram que Djokovic deve ser detido “num local desconhecido do grande público” para que seja evitado “um circo”.

A decisão final (10h de domingo, 23h de sábado em Portugal Continental) foi transferida para o Tribunal Federal da Austrália e será conduzida pelo juiz Davi O’Callaghan. Antes, às 8h de sábado (21h de sexta-feira em Portugal Continental), Djokovic deverá comparecer a uma entrevista com as autoridades da imigração às 8h de sábado, à qual se segue uma reunião com os seus advogados entre as 10h e as 14h.


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