Nadal não se compromete com o Australian Open: “Veremos como o meu corpo reage”

Rafael Nadal (6.º ATP) está longe da competição desde agosto, data em que a sua lesão crónica no pé esquerdo voltou a dar sinais de vida, mas voltou esta semana a estar sob as luzes dos holofotes, no torneio de exibição que se disputou em Abu Dhabi. O espanhol, que não só era campeão em título como maior vencedor do Mubadala Tennis Championship, com cinco troféus, não teve desta feita tanto êxito e perdeu os dois encontros que disputou.

Em declarações prestadas aquando da passagem pela capital dos Emirados Árabes Unidos, Rafael Nadal abordou a evolução da sua recuperação e, embora conste no lote de inscritos para o Australian Open, mantém a relutância: “Não garanto a 100% que vou participar no Australian Open, preciso de falar com a minha equipa. O meu objetivo é jogar lá e dar o meu melhor, mas tenho de ver como o meu corpo vai reagir depois destes dias. Ainda tenho tempo para chegar à melhor decisão.”

Numa análise à campanha em Abu Dhabi, onde falhou o acesso à final frente a Andy Murray e perdeu a possibilidade de conquistar a terceira posição do pódio diante de Denis Shapovalov, Rafael Nadal vincou que o fulcral foi voltar a jogar frente aos melhores do circuito e deixou para segundo plano os resultados negativos.

“Não estava nas melhores condições nem perto disso, mas demonstrei que consigo competir contra grandes jogadores. Tenho muitas coisas a melhorar nas próximas semanas, mas estou feliz pela minha prestação e por ter sido competitivo. Depois de Roland Garros, foi um desastre para mim, o meu pé não me deixava treinar nem jogar de maneira correta. Passaram-se seis meses desde o meu último encontro oficial.” O jogador de Manacor ainda esclareceu o que o motiva a manter-se entre os melhores: “Não jogo ténis por dinheiro ou apenas para me divertir, faço-o porque quero alcançar mais feitos ou pelo menos continuar a tentar.

O espanhol de 35 anos viveu uma temporada de altos e baixos e, pela primeira vez desde 2016, não adicionou qualquer troféu do Grand Slam ao seu palmarés. No Australian Open, não resistiu a Stefanos Tsitsipas nos quartos de final e, em Roland Garros, falhou a defesa do título ao ceder perante Novak Djokovic nas ‘meias’. A confirmar-se a participação em Melbourne, será um dos grandes candidatos ao título num quadro sem Roger Federer.


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