“Joguei a 70% da cintura para cima e a 100% da cintura para baixo”, explica Gastão Elias

Sara Falcão/FPT

MAIA — Quatro dias depois de ter abdicado da ida a jogo nos quartos de final do Maia Open I, Gastão Elias (número 219 ATP) regressou à ação com uma vitória em três sets (4-6, 6-2 e 7-5) sobre o ucraniano Oleksii Krutykh (397.º) e aumentou para três o número de triunfos neste que considera ser o arranque de temporada de 2022 depois de ter estado mais de dois meses afastado do court devido a lesão.

Em conferência de imprensa, o ex-top 60 do ranking mundial explicou que o duelo desta terça-feira teve “um lado positivo e um negativo” por se ter prolongado por três partidas e 2h38: “O lado positivo é que somei mais um encontro longo e em termos físicos isso é bom para mim, mas em termos da minha lesão não é o mais indicado. Tentei controlar a velocidade do serviço e gerir o ombro durante todo o encontro, mas isso acabou por me trazer algumas complicações visto que jogando sem fazer mossa com o serviço ele pode comandar praticamente todos os pontos desde o início.”

O estado físico com que entrou em court levou Gastão Elias a explicar que “hoje joguei a 70% da cintura para cima e a 100% da cintura para baixo”.

“É muito complicado ter de fazer o serviço mais devagar, mas as pernas mexerem à mesma velocidade. O que aconteceu foi que basicamente a parte de cima do meu corpo arrastou a parte de baixo para a intensidade que estava a usar aqui em cima e isso acabou por enrolar-me um pouco”, acrescentou.

Ainda assim, o tenista português de 31 anos sentiu que “mais tarde ou mais cedo iria conseguir dar a volta ao jogo” uma vez que teve pela frente um jogador que “tinha algumas armas, mas é muito inconsistente e portanto sabia que quando fazia uma sequência boa de bolas sem falhar praticamente não perdia pontos.” 

Motivado e com vontade de competir, Gastão Elias espera estar em condições de regressar ao court para o encontro da segunda ronda, provavelmente já esta quarta-feira, mas não deixou garantias. “Um dos meus objetivos para o encontro de hoje era não chegar ao ponto em que sentisse dores, porque não queria forçar nem inflamar mais o ombro, e consegui, por isso acho que amanhã não vai estar assim tão mau, mas com 2h20 de encontro, condições muito pesadas, um campo lento e um adversário a bater muito forte na bola nunca se sabe.”


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