Qualifying do US Open chega ao fim: estas são as apuradas para o quadro feminino

Darren Carroll/USTA

A fase de qualificação do US Open chegou ao fim esta sexta-feira. As vagas restantes nos quadros foram preenchidas por aqueles e aquelas que tiveram a capacidade de ultrapassar três rondas de qualificação para atingir o primeiro grande objetivo na prova. Confira nesta notícia a lista de tenistas apuradas para o quadro principal feminino:

Ana Konjuh: Quartofinalista do US Open em 2016, Ana Konjuh está de volta à ribalta depois de um calvário que parecia não ter fim. Frequentemente assolada por problemas físicos, a croata passou por várias intervenções cirúrgicas e 2021 está a ser o ano em que volta a escalar no ranking para procurar confirmar todo o potencial que lhe era apontado. Apareceu pela primeira vez em Nova Iorque em 2014, tendo perdido para Urszula Radwanska na primeira ronda do qualifying. Depois disso, ficou pela segunda ronda do quadro principal em 2015 (venceu Tatjana Maria e perdeu para Daria Kasatkina), foi quartofinalista em 2016 (derrotada por Karolina Pliskova) e saiu de cena na primeira ronda em 2017 (derrota para Ashleigh Barty), a última vez que jogou o torneio. No regresso, Konjuh defendeu com sucesso o estatuto de primeira cabeça de série do qualifying — é a 87.ª no ranking WTA — e venceu os três encontros sem ceder qualquer set. A croata derrotou Irina Fetecau (252.ª) por 7-6[2] e 6-3, bateu Julia Grabher (198.ª) por 6-3 e 7-6[2] e esta sexta-feira derrotou Stefanie Voegele (128.ª) por 6-2 e 6-2. Mede forças com Leylah Fernandez (72.ª) na primeira ronda.

Anna Karolina Schmiedlová: Número 92 mundial, segunda cabeça de série do qualifying e agora membro do quadro principal do US Open pela sexta vez em sete participações. Antiga número 26 mundial, Anna Karolina Schmiedlová estreou-se em Nova Iorque em 2013 e realizou todas as suas presenças na prova de forma consecutiva, entre 2013 e 2018. Três anos depois, a eslovaca — que atingiu a terceira ronda em 2015, tendo perdido para Petra Kvitova — está de regresso ao US Open e furou o qualifying com sucesso, algo que não conseguiu fazer em 2017, o único ano em que não jogou o quadro principal. Na estreia, a tenista de 26 anos bateu a francesa Tessah Andrianjafitrimo (204.ª) por 6-3, 4-6 e 6-3 e na segunda ronda obteve novo triunfo difícil, desta feita frente a Lesia Tsurenko (180.ª) e com os parciais de 4-6, 6-3 e 7-5. O encontro mais tranquilo para Schmiedlová acabou por ser o desta sexta-feira, em que a eslovaca derrotou Reese Brantmeier (1152.ª), de apenas 16 anos, por 7-6[5] e 6-3. O embate da primeira ronda é frente a Ashlyn Krueger (647.ª).

Nuria Parrizas-Díaz: Aos 30 anos de idade, a espanhola Nuria Parrizas-Díaz está a viver a melhor época da carreira. Atualmente no 94.º lugar do ranking WTA, o melhor registo de sempre, a tenista espanhola — que apenas se estreou em torneios do Grand Slam no Australian Open do ano passado — está a jogar pela primeira vez o US Open e já atingiu um marco histórico: o primeiro apuramento para um quadro principal do Grand Slam. Depois de ter ficado perto quer em Roland-Garros, quer em Wimbledon, onde caiu sempre na terceira ronda do qualifying, Parrizas-Díaz quebrou a barreira esta sexta-feira. A terceira cabeça de série da fase de qualificação já tinha derrotado Tereza Mrdeza (236.ª) por 7-6[4] e 6-1 e Francesca Di Lorenzo (184.ª) por 6-1 e 6-2, mas o grande desafio para atingir uma nova meta na carreira era o encontro desta sexta-feira frente à húngara Reka-Luca Jani (191.ª), também ela com 30 anos de idade. Com uma exibição dominadora, Parrizas-Díaz venceu por 6-3 e 6-2 e vai então jogar pela primeira vez um quadro principal de um Grand Slam na primeira aparição no US Open. A apadrinhar a estreia vai estar a russa Varvara Gracheva (88.ª).

A sensação de Wimbledon, Emma Raducanu, garantiu um lugar no quadro principal no primeiro Grand Slam que disputa que não Wimbledon. (Darren Carroll/USTA)

Emma Raducanu: A sensação de Wimbledon também vai estar no quadro principal do US Open. A viver o melhor ano da carreira, a jovem Emma Raducanu, de 18 anos, ultrapassou os três desafios do qualifying naquela que é a sua primeira aparição num torneio Major que não Wimbledon. A número 150 mundial — máximo de carreira — tinha sido derrotada na primeira ronda do qualifying no torneio britânico em 2018 e 2019, antes de atingir a quarta ronda no presente ano. A melhor temporada da carreira até à data ganha agora outro marco histórico com as vitórias sobre Bibiane Schoofs (283.ª) por 6-1 e 6-2, Mariam Bolkvadze (167.ª) por 6-3 e 7-5 e Mayar Sherif (95.ª) por 6-1 e 6-4. Raducanu vai estar no quadro principal e tem Jennifer Brady (14.ª) como primeira adversária.

Cristina Bucsa: Número 161 mundial, Cristina Bucsa vai jogar um quadro principal do Grand Slam pela primeira vez na carreira. Na única passagem anterior por Nova Iorque, em 2019, a tenista de 23 anos foi derrotada logo na primeira ronda do qualifying por Katharina Hobgarski e nos outros três Majors também nunca conseguiu ir para lá da fase de qualificação. Desta vez, contudo, a espanhola não deu hipótese à concorrência: venceu Kateryna Kozlova (127.ª) por 6-4 e 6-1, bateu Elvina Kalieva (767.ª) por 6-3 e 6-3 e derrotou Océane Dodin (102.ª) por 6-4 e 6-4. Agora segue-se Jil Teichmann (44.ª).

Rebecca Marino: Aos 30 anos, Rebecca Marino está de regresso ao quadro principal do US Open. A tenista canadiana não jogava em Nova Iorque desde 2011, depois de se ter estreado na prova em 2009. Nas três presenças anteriores, jogou o quadro principal em duas e vai agora jogá-lo pela terceira vez na carreira. Atualmente no 175.º lugar do ranking mundial, Marino superou Panna Udvardy (168.ª) por 6-3 e 6-2 no primeiro encontro, bateu Ysaline Bonaventure (129.ª) por 6-2, 4-6 e 6-4 na segunda eliminatória e garantiu o acesso ao quadro principal com um triunfo sobre Greet Minnen (103.ª) por 6-3, 3-6 e 6-2. No quadro principal arranca frente a Elina Svitolina (6.ª).

Elena-Gabriela Ruse: Jogou as primeiras finais — e conquistou o primeiro título — esta temporada e vai agora jogar o quadro principal do US Open pela primeira vez à terceira tentativa. Sétima cabeça de série, Elena-Gabriela Ruse, número 108 mundial, deixou por terra Veronica Cepede Royg (220.ª) — 6-2, 6-7[5] e 6-3 –, Kurumi Nara (176.ª) — 7-5 e 6-1 — e Federica Di Sarra (237.ª) — 6-3 e 6-0 — para conquistar o bilhete para o quadro principal, onde se estreia diante de Marketa Vondrousova (40.ª).

Katie Boulter: Mais uma estreante em quadros principais do US Open. À terceira é de vez para Katie Boulter, que em 2017 ficou perto — perdeu na última ronda do qualifying — e em 2018 se despediu logo no primeiro embate. No regresso a Nova Iorque, a atual número 190 mundial assinou desde já a melhor prestação de sempre com a vitória nos três embates da fase de qualificação: 6-3 e 6-2 a Gabriella Price (712.ª), 6-2, 5-7 e 6-4 a Vitalia Diatchenko (139.ª) e 7-5, 2-6 e 6-4 a Kristina Kucova (111.ª). A estreia no quadro principal será frente a Liudmila Samsonova (52.ª).

Aos 24 anos, a grega Valentini Grammatikopoulou conseguiu o apuramento para o primeiro quadro principal da carreira em torneios do Grand Slam. (Darren Carroll/USTA)

Valentini Grammatikopoulou: Derrotas nas primeiras rondas do qualifying em 2017, 2018 e 2019, mas estreia no quadro principal em 2021. A primeira aparição de Valentini Grammatikopoulou no quadro principal do US Open coincide com a primeira aparição da grega num quadro principal de torneios do Grand Slam, pelo que este é um apuramento histórico para a número 146 mundial. A tenista de 24 anos começou por derrotar Lucia Bronzetti (172.ª) por 3-6, 6-1 e 6-4, prosseguiu com um triunfo sobre Anna Kalinskaya (137.ª) por 2-6, 6-4 e 6-2 e completou o qualifying com a vitória por 6-2, 5-7 e 7-5 sobre En Shuo Liang (243.ª), depois de ter eliminado um match point. A apadrinhar a estreia da helénica no quadro principal vai estar Anna Blinkova (83.ª).

Astra Sharma: 2021 trouxe algo inédito para Astra Sharma no US Open. A australiana nunca teve de passar pela fase de qualificação, já que teve entrada direta nas duas participações anteriores, em 2019 e 2020. Perante um desafio diferente, a número 114 mundial não virou a cara à luta e fez por merecer o seu lugar no quadro principal. Sharma derrotou Viktoria Kuzmova (158.ª) por 7-5 e 7-6[5], derrotou Susan Bandecchi (225.ª) por 6-4 e 7-6[4] e bateu Harmony Tan (138.ª) por 5-7, 6-4 e 6-2 para seguir em frente. Próxima adversária? Barbora Krejcikova (9.ª), campeã de Roland-Garros.

Kristyna Pliskova: Sétima participação no quadro principal do US Open para a tenista checa de 29 anos, sendo que é a segunda ocasião em que fura a fase de qualificação (a primeira foi em 2012, tendo sido travada por Mandy Minella na segunda ronda). Na primeira ronda do qualifying, Pliskova bateu facilmente a russa Valeria Savinykh (192.ª) por 6-2 e 6-1. O maior desafio para a checa surgiu na figura de Robin Anderson (224.ª), mas Pliskova deu a volta ao resultado e triunfou por 6-7[5], 6-4 e 6-1. Na derradeira ronda, esta sexta-feira, a número 115 mundial disparou dez ases para derrubar Kamilla Rakhimova (133.ª) por 7-6[5] e 6-4. Segue-se agora Danka Kovinic (65.ª).

Harriet Dart: Repetiu-se 2019 para Harriet Dart. A tenista britânica estreou-se no US Open em 2018 e não passou da primeira ronda do qualifying, mas em 2019 conseguiu furar a fase de qualificação e só depois caiu às mãos de Ana Bogdan. Dois anos depois, Dart procura o melhor registo da carreira em Nova Iorque, que seria a segunda ronda do quadro principal. Para começo de conversa, a tenista de 25 anos bateu Peyton Stearns (382.ª) por 6-3, 4-6 e 6-3, Lucrezia Stefanini (213.ª) por 7-6[1] e 7-6[5] e Viktoriya Tomova (117.ª) por 6-7[1], 6-1 e 6-3. A separar Dart da melhor prestação de sempre no US Open está agora Caroline Garcia (61.ª).

Olga Danilovic: Aos 20 anos, Olga Danilovic vai fazer a estreia no quadro principal do US Open. A tenista sérvia só tinha jogado em Nova Iorque em 2018 e na altura até derrotou Bianca Andreescu na ronda inaugural da fase de qualificação, antes de cair para Jaimee Fourlis. Desta feita, no regresso à cidade que não dorme, Danilovic superou todos os obstáculos para rubricar aquela que já é a sua melhor prestação no torneio. A sérvia derrotou Paula Ormaechea (210.ª) por 6-2 e 7-5, bateu Sachia Vickery (206.ª) por 6-3 e 6-4 e derrotou Caroline Dolehide (188.ª) por 6-4, 0-6 e 6-2. A próxima adversária é Alycia Parks (246.ª).

Dalma Galfi: O lote de estreantes em quadros principais do US Open já vai longo, mas ainda há espaço para Dalma Galfi. A húngara jogou em Nova Iorque em 2017, onde perdeu com Anna Karolina Schmiedlová na estreia no qualifying, e regressou quatro anos depois para atingir o quadro principal. Galfi derrotou Louisa Chirico (435.ª) na estreia, por 3-6, 6-1 e 6-2, bateu de seguida a grega Despina Papamichail (229.ª) por 7-6[6] e 6-1 e terminou com uma grande vitória sobre Monica Niculescu (216.ª) por 6-1 e 6-3. A estreia no quadro será diante de Petra Martic (32.ª).

Rebeka Masarova jogou apenas dois quadros principais WTA, em 2017, e nunca conseguiu uma vitória em nenhum deles. O terceiro surge quatro anos depois e é num torneio do Grand Slam. (Darren Carroll/USTA)

Rebeka Masarova: Se há espaço para Galfi, também há espaço para Rebeka Masarova. Esta jovem espanhola, de 22 anos, jogou apenas dois quadros principais em torneios WTA, ambos na temporada de 2017 e em ambas as ocasiões perdeu na primeira ronda (em Biel e Lausana). Quatro anos volvidos, Masarova vai disputar o terceiro quadro principal em eventos WTA e o primeiro num torneio do Grand Slam. O US Open é o palco do grande feito da número 231 mundial, que derrotou Jana Fett (208.ª) por 6-3, 2-6 e 6-4, Lara Arruabarrena (185.ª) por 7-5 e 6-1 e Jaqueline Adina Cristian (142.ª) por 2-6, 6-2 e 6-4 para alcançar a fase principal. Vai defrontar Ana Bogdan (106.ª).

Jamie Loeb: Para fechar, um regresso ao quadro principal. Jamie Loeb jogou a fase principal do US Open por uma vez, em 2015, tendo sido derrotada na estreia por Caroline Wozniacki. Nas cinco outras aparições, a norte-americana nunca passou da fase de qualificação. Dois anos depois da última participação na prova, Loeb voltou ao qualifying para fazer diferente das outras vezes. E fê-lo. Derrotou Ankita Raina (193.ª) por 6-3, 2-6 e 6-4 na ronda inaugural, superou Anna-Lena Friedsam (125.ª) por 6-3 e 6-4 na segunda eliminatória e bateu Mihaela Buzarnescu (154.ª) por 6-4 e 7-6[2] na terceira e última ronda. Vai defrontar Iga Swiatek (8.ª).

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