Giorgi prolonga o bom momento e garante maior final da carreira em Montreal

Aos 29 anos, Camila Giorgi prepara-se para disputar a final mais importante da carreira. A tenista italiana deixou cair o primeiro set durante toda a semana em Montreal, mas ainda assim superou a norte-americana Jessica Pegula (30.ª) por 6-3, 3-6 e 6-1, em duas horas e 11 minutos.

A número 71 mundial, que no caminho para as meias-finais superou três tenistas do top 25 — Elise MertensPetra Kvitova Coco Gauff –, enfrentava uma adversária de má memória: em quatro encontros disputados entre ambas em todos os níveis, Pegula saiu vencedora em três. No único embate entre ambas ao nível WTA, a norte-americana venceu Giorgi para erguer o troféu em Washington D.C., em 2019.

Desta feita, Giorgi surgiu com a lição bem estudada e apoiou-se nos winners para desequilibrar o encontro. A italiana disparou 27 pancadas ganhantes, ao passo que Pegula ficou-se pelas 14. Em termos de erros, ambas ficaram próximas, com Pegula a cometer mais um erro não-forçado do que a adversária.

Depois de ter conquistado o primeiro set com apenas um break consumado, Giorgi assistiu à reação de Pegula. A norte-americana, que tinha sido assistida à perna no primeiro parcial, elevou o nível e forçou um terceiro parcial. Ao abrir o terceiro set, Pegula quebrou o serviço da transalpina e parecia ter o ascendente do seu lado, mas Giorgi respondeu com não um, não dois, não três, mas seis jogos consecutivos para fechar o embate.

Este domingo, Camila Giorgi disputa a nona final da carreira em torneios WTA, sendo esta a mais importante de todas. A italiana chega à grande decisão com um registo muito negativo em finais (2-6) e vai defrontar a checa Karolina Pliskova, detentora de 16 títulos WTA. O confronto direto entre ambas é favorável a Pliskova, que lidera por 5-3. Ainda assim, as duas tenistas defrontaram-se por duas vezes em 2021 e a vitória sorriu sempre a Giorgi, a última das quais nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

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