Federer sobrevive a sessão noturna traiçoeira e chega à 4.ª ronda de Roland-Garros

A jogar pela primeira vez sem a presença de público nas bancadas, Roger Federer precisou de sofrer e lutar ainda mais para sobreviver a uma sessão noturna traiçoeira, na qual derrotou o alemão Dominik Koepfer (59.º do ranking ATP) com os parciais de 7-6(5), 6-7(3), 7-6(4) e 7-5, depois de 3h37, para chegar à quarta ronda de Roland-Garros.

Sob os holofotes do Court Philippe-Chatrier e condições muito difíceis — a temperatura desceu consideravelmente com o pôr do sol e a humidade aumentou, resultando na pior combinação possível para o suíço —, Federer teve de lutar muito para se impor sobre o alemão no primeiro encontro entre ambos. O equilíbrio foi tal que esta foi a primeira vez nos 424 encontros que realizou em torneios do Grand Slam que o ex-número um mundial foi forçado a três tie-breaks nos três primeiros sets.

Para além das difíceis condições de jogo, que fizeram lembrar o dia em que Federer se deixou surpreender por John Millman após ganhar a primeira partida na quarta ronda do US Open de 2018, o aumento significativo de erros não forçados (63) em relação às rondas anteriores (27 contra Marin Cilic, também em quatro sets, e 20 frente a Denis Istomin, em três) também contribuiu para as maiores dificuldades que o oitavo cabeça de série sentiu, bem como a extrema disponibilidade física e determinação de Koepfer, que sentiu ter na raquete a oportunidade de registar a melhor vitória da carreira e chegou a liderar por 4-2 na quarta partida.

Superado o obstáculo mais difícil da primeira semana em Paris, Roger Federer já sabe que na quarta ronda medirá forças com Matteo Berrettini, italiano que defende o estatuto de nono cabeça de série e está pela primeira vez nos oitavos de final. Será um de três encontros entre italianos e os chamados Big Three, uma vez que Novak Djokovic terá Lorenzo Musetti como adversário e Rafael Nadal defrontará Jannik Sinner.

Tudo leva a querer que o duelo entre os dois transalpinos ocorrerá durante o dia e no Court Suzanne-Lenglen, uma vez que os responsáveis por Roland-Garros têm por hábito “enviar” todas as grandes estrelas ao segundo maior palco do complexo em pelo menos uma ocasião e quer Djokovic, quer Nadal (este sábado) já lá passaram.

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