Podes sorrir, Ana: mais de quatro anos depois, Konjuh regressa a uma final WTA

A história de Ana Konjuh é daquelas que não deixa ninguém indiferente. Aos 23 anos, a tenista croata, que era vista como uma das atletas com maior potencial no circuito WTA, já passou por cinco intervenções cirúrgicas e está em busca de regressar ao caminho que lhe permita confirmar todo esse potencial. Mais de quatro anos depois, Konjuh está de volta a uma final ao mais alto nível, o seu melhor resultado neste regresso.

Este sábado, a atleta de Dubrovnik apurou-se para a final do WTA 250 de Belgrado ao derrotar a colombiana María Camila Osorio Serrano, uma das tenistas em melhor forma na temporada de terra batida de 2021. Konjuh esteve a perder por 2-4 no segundo set, mas ainda foi a tempo de operar a reviravolta e terminar a vencer em sets diretos, com parciais de 7-6[6] e 7-6[4], num embate onde disparou uns impressionantes 45 winners.

Apesar do triunfo, ainda não é garantido que Ana Konjuh venha a entrar em court na final, que está também agendada para este sábado. A tenista croata terminou o embate com algumas dificuldades físicas e vai avaliar a situação. “Vamos ver o que acontece. Tenho de ver o quão séria é a lesão e espero estar a jogar na final. Adoro isto aqui e estou a tentar o meu melhor”, afirmou a croata no final do encontro.

Entre em court ou não, a final de Belgrado é a primeira para Konjuh desde janeiro de 2017, quando chegou à última ronda em Auckland. A boa prestação na Sérvia vai garantir, desde logo, o regresso de Konjuh ao top 150 mundial. A tenista croata é nesta altura a virtual 144.ª classificada, o que indica uma subida de 44 lugares.

Também apurada para a final – e a caminho do primeiro título da carreira caso Konjuh não consiga ir a jogo – está Paula Badosa, a melhor cotada das que ainda estavam em prova. A tenista espanhola, que tem sido uma das grandes figuras da temporada de terra batida, arrasou Viktoriya Tomova por 6-1 e 6-2 e garantiu que vai ter um novo máximo de carreira na próxima segunda-feira. Badosa vai estrear-se no top 40 mundial, com uma subida garantida até ao 36.º lugar, mas que pode ir até ao 34.º caso consiga sair de Belgrado com o troféu na bagagem.

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