Facundo Bagnis joga a terceira final em Portugal e “oxalá seja de vez”

Sara Falcão/FPT

OEIRASCarlos Taberner, Frederico Silva, Nuno Borges e Hugo Gaston. A lista de adversários derrotados por Facundo Bagnis no Oeiras Open 125 impressiona e neste sábado terá de superar o derradeiro teste para conquistar o 14º título individual no Challenger Tour: Carlos Alcaraz, um dos nomes mais em foco no circuito pelo futuro auspicioso.

Para chegar ao derradeiro encontro – o terceiro em solo nacional, após os desaires, em 2019, em Braga e no CIF -, o experiente argentino de 31 anos superou o talentoso Hugo Gaston em pouco mais de uma hora de duelo. A chave esteve em saber combater as valências do opositor. “Taticamente joguei muito bem. Já tinha jogado contra ele há uns nove meses e tem muito talento, mas tem muitos altos e baixos. Tive de estar concentrado e quando baixei um pouco ele teve muita facilidade para colocar-se dentro do encontro. Por isso também fui muito agressivo”. Uma dessas valências foi a resposta aos imensos amorties do gaulês. “Eu sabia que ele tem essa arma e fá-lo muito em momentos importantes ou quando está nervoso. Sabia que tinha de ter atenção”.

Caso saia finalmente vitorioso em Portugal, Bagnis terá uma dupla recompensa: a reentrada no top 100 mundial, ainda que admita “fazer um esforço para não saber dessas coisas porque o foco é apenas o ténis”.  Será um segundo confronto entre o antigo 55 do ranking e um dos futuros do ténis, depois do mais novo ter vencido num Challenger em Cordenons, em 2020. Apesar de reconhecer todo o potencial no espanhol, o objetivo é seguir as pegadas do grande amigo Pedro Cachin, campeão neste mesmo complexo em Abril, no segundo Oeiras Open.

“Perdi duas finais anteriores em Portugal muito equilibradas. Oxalá agora seja de vez. Tenho de desfrutar de jogar uma final e jogar o meu melhor. Este é o encontro mais bonito do torneio e depois deste não há mais nenhum. Tenho de deixar tudo em court, considerou, antevendo a 25ª final no circuito secundário. Aconteça o que acontecer, Bagnis, depois do encontro, ficará uns dias em Lisboa a “descansar e a desfrutar da cidade”.

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