Kostyuk diz ser impossível fazer boa preparação, Flipkens defende adiamento do Australian Open por uma semana

Estalou o verniz na chegada dos tenistas à Austrália. Depois de ser conhecido que dois dos voos que transportavam jogadores, vindos de Los Angeles e de Abu Dhabi, tinham a bordo pessoas (não jogadores) infetadas com Covid-19, as autoridades de saúde australianas decidiram revogar a autorização especial que os atletas tinham para sair dos quartos e treinar. Assim, 47 atletas vão ter de passar os próximos 15 dias em total isolamento nos quartos de hotel.

Uma das jogadoras afetadas, a ucraniana Marta Kostyuk, já se pronunciou sobre o assunto. Através de uma transmissão em direto no Instagram, a semifinalista do WTA 500 de Abu Dhabi revelou que pouco ou nada pode ser feito e deixou críticas às condições de isolamento. “Não podemos fazer nada, as autoridades nunca nos vão deixar sair. Seria justo se os outros jogadores estivessem nas mesmas condições, mas seria uma iniciativa que tinha de partir deles. Acho que vão haver mais testes positivos nos outros voos”, começou por dizer Kostyuk, que ainda não recebeu o resultado do teste à Covid-19. A ucraniana afirmou que muitas das jogadoras com quem viajou também não conhecem ainda o resultado do teste.

As críticas vieram a seguir, nomeadamente às condições oferecidas a quem vai ter de passar as próximas duas semanas fechada num quarto de hotel. “Precisamos de condições confortáveis para estar nesta situação. A internet não é boa e algumas raparigas nem sequer a têm. Estar sozinha é uma tortura e, ao mesmo tempo, não podemos sequer chamar os nossos treinadores. Para além disso, precisamos de passadeiras ou bicicletas. Não as pedi antes de viajar para cá porque não ia ficar no meu quarto durante o tempo todo”, disse.

O problema maior prende-se com a preparação para o primeiro Grand Slam da época, que Kostyuk considera que seja agora impossível ser realizada em boas condições. “Assim que o isolamento termine, devíamos ter preferência nos treinos para que pudéssemos usar esses dias para nos prepararmos. Mas, de qualquer das formas, é óbvio que qualquer boa preparação é praticamente impossível em tão pouco tempo. A organização devia ainda agendar os nossos jogos para o mais tarde possível. Mas entendo completamente que seja muito difícil realizar todos estes desejos”, concluiu a jovem de 18 anos.

A belga Kirsten Flipkens recorreu ao Twitter para manifestar solidariedade com as companheiras nesta situação. A tenista de 35 anos diz que, pelo menos por agora (ainda não conhece o resultado do teste), não faz parte de um dos “voos infetados”. Contudo, a veterana recorreu à rede social para afirmar que “duas semanas num quarto de hotel sem qualquer treino é de loucos para esses jogadores”. Ainda segundo Flipkens, existem duas possíveis soluções: “Ou todos deviam fazer quarentena por duas semanas, ou o Australian Open devia ser atrasado por uma semana”, disse.

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