Indian Wells, Miami e os cenários mais prováveis para um março de grandes dúvidas

A 9 de março de 2020, os responsáveis pelo torneio de Indian Wells surpreenderam (quase) tudo e todos ao anunciarem o cancelamento do “quinto torneio do Grand Slam” a poucas horas de ser feito o primeiro serviço. Mas não tardou até a pandemia de covid-19 colocar todo o planeta de quarentena e a esse seguiram-se muitos outros cancelamentos.

Agora, quase um ano depois, o BNP Paribas Open está outra vez envolto numa maré de dúvidas e a situação é comum ao Miami Open, ainda que os cenários mais prováveis sejam relativamente distintos.

De acordo com a imprensa norte-americana, tudo aponta para que a edição de 2021 de Indian Wells também seja cancelada. Trata-se do cenário mais dramático, mas também mais provável devido aos números da pandemia no estado da Califórnia.

A segunda opção passa por transferir o torneio para depois do US Open, já durante o mês de setembro, mas essa alteração colocaria sérios entraves à série de torneios na região asiática (Pequim, Tóquio e Xangai), que desempenha um papel importante na economia dos circuitos — em particular do feminino. E a terceira, ainda menos provável, é adiá-lo até outubro, depois das WTA Finals, para evitar a sobreposição com os torneios marcados para aquele continente.

Organizado duas semanas mais tarde (de 22 de março a 4 de abril) do outro lado do país, o Miami Open também tem três cenários em cima da mesa, ordenados de forma oposta: neste momento, o mais provável é que se realize no local e datas “originais”, ainda que a situação pandémica na Flórida levante várias dúvidas em relação à sua viabilidade.

O segundo cenário prende-se com a transferência do torneio para outro continente, nas mesmas datas, e o terceiro com o cancelamento, uma vez que os responsáveis não estarão, à data, a considerar a possibilidade de adiamento.

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