Lágrimas e desilusão marcaram a despedida da Sérvia à Taça Davis (e a Tipsarevic)

Kosmos Tennis

De coração partido. Foi assim que a Sérvia chegou à sala de conferências de imprensa da Caja Mágica depois da derrota para a Rússia, que significou o adeus do país à Taça Davis nos quartos de final da competição e, também, o final da carreira de Janko Tipsarevic.

Lado a lado, o capitão Nenad Zimonjic, Novak Djokovic, Filip Krajinovic, Dusan Lajovic, Viktor Troicki e Janko Tipsarevic não esconderam as emoções e entre muitas lágrimas abordaram a difícil derrota desta sexta-feira.

“Sinto-me provavelmente pior do que nunca. Nunca experienciei um momento assim na minha carreira, na minha vida. Desiludi a minha equipa e peço-lhes desculpa. Eu tive — estivemos por cima no tie-break e eu tive hipóteses de o encerrar. Mas não consegui, estraguei tudo nos momentos cruciais”, desabafou um desolado Viktor Troicki, que ao lado de Novak Djokovic desperdiçou três match points.

“Deus deu-me uma oportunidade de ser herói, de ganhar uma eliminatória da Taça Davis no encontro decisivo e agora tirou-a de mim. Estou muito desiludido comigo mesmo. Muito, muito, por não ter conseguido manter-me concentrado até ao fim e finalizar”, completou o atual número 159 do mundo.

Zimonjic também cedeu às emoções e emocionou-se no momento de recordar que se tratou da última etapa da carreira de Janko Tipsarevic como jogador: “Foi muito emocionante porque era o último… [lágrimas] Peço desculpa, não é por termos ganho ou perdido, é porque… [pausa] Estão aqui sentados quatro jogadores e diria que são a nossa geração de ouro, tudo o que o nosso ténis tem. E vejo isto como o fim porque foi o último torneio do Janko”.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."