Novamente a servir por baixo, Carlos Taberner não resiste e despede-se do Braga Open

Fotografia: Margarida Moura/Federação Portuguesa de Ténis

BRAGA — Chegou ao fim a “aventura” de Carlos Taberner na segunda edição do Braga Open. Lesionado desde o dia em que jogou o encontro da primeira ronda, o espanhol voltou a só servir por baixo mas desta vez não conseguiu ser bem sucedido e acabou eliminado nos oitavos de final.

Atual número 282 do ranking ATP, o tenista espanhol de 21 anos apresentou-se ainda mais limitado do que duelo da ronda anterior — em que ainda conseguiu inverter a desvantagem de um set para superar Arthur De Greef — e acabou derrotado ao fim de sensivelmente uma hora de jogo: 6-3 e 6-0 foram os parciais da vitória de Zdenek Kolar (225.º).

Novamente a servir sempre por baixo devido à lesão abdominal que contraiu no início da semana, Carlos Taberner (que em 2018 ultrapassou o qualifying de Roland Garros e ainda “roubou” um set a Stefanos Tsitsipas) ainda tentou improvisar em determinados momentos do encontro — salvou, inclusive, um match point com um serviço por baixo em slice —, mas não só encontrou um adversário com mais capacidades de lhe criar dificuldades como acusou o desgaste físico.

Desta forma, Zdenek Kolar (que é o 16.º cabeça de série) junta-se a Dominik Koepffer no restrito grupo de jogadores já apurados para os quartos de final do quadro principal de singulares do Braga Open. Ainda esta sexta-feira, está previsto que Frederico Silva e João Domingues voltem aos courts do Clube de Ténis de Braga para tentarem chegar à mesma fase, mas o mau tempo tem complicado e muito o desenrolar da ação, que já começou a ser transferida para os campos cobertos.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."