Um sonho de criança x4, ou o “Grand Slam de courts centrais” de João Sousa

Rod Laver Arena, Melbourne.
Court Philippe-Chatrier, Paris.
Centre Court, Londres.
Artur Ashe Stadium, Nova Iorque.

Qualquer criança sonha jogar num dos maiores courts do mundo e a partir da próxima madrugada João Sousa poderá dizer que cumpriu não um, mas quatro sonhos: vai tornar-se no primeiro tenista português da história a pisar pelo menos por uma vez cada um dos estádios principais dos quatro torneios do Grand Slam.

A primeira vez que o melhor tenista português de todos os tempos competiu no court central de um torneio do Grand Slam foi em 2013, quando defrontou Novak Djokovic no US Open. Depois, não foi preciso esperar muito até conhecer mais um palco sagrado — aconteceu logo em 2014, quando cumpriu “um sonho de criança” (como revelou à Lusa) ao jogar no court central de Roland Garros. O adversário? Novamente Novak Djokovic. E a estreia na catedral de Wimbledon também aconteceu pouco depois: foi em 2015, contra Stan Wawrinka.

Só em Melbourne o jogador vimaranense continuava a aguardar pela oportunidade: apesar de ter defrontado Andy Murray em três ocasiões, João Sousa ainda não tinha sido programado para a Rod Laver Arena (um palco onde a compatriota e amiga Maria João Koehler jogou — e brilhou, durante o primeiro set — com Kim Clijsters, em 2012).

Até que saiu a ordem de jogos desta quinta-feira, 24 de janeiro: o pupilo de Frederico Marques vai disputar as meias-finais do quadro de pares (onde está a fazer história ao lado de Leonardo Mayer) no court mais importante de Melbourne Park. A transmissão televisiva está assegurada.

Portugueses nos courts centrais de torneios do Grand Slam:

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."