Pedro Sousa demolidor conquista o Challenger de Pullach

Terminou este domingo com um triunfo arrasador, expressivo e sem margem para dúvidas a participação de Pedro Sousa (166.º) no Challenger alemão de Pullach, de 127 mil euros em prémios monetários, com o lisboeta a somar a quinta vitória seguida na prova, para arrecadar o troféu de campeão.

Se o primeiro set durou somente 23 minutos, o segundo, apesar de mais equilibrado, foi igualmente adjudicado pelo tenista português de 30 anos, que selou a vitória frente ao alemão Jan-Lennard Struff (sim, o mesmo que já havia batido em setembro do ano passado, num Portugal-Alemanha da Taça Davis, no Jamor) com parciais de 6-1 e 6-3, em 55 minutos.

O momento chave do encontro pode ter sido o segundo jogo da segunda partida, no qual o número 3 nacional anulou cinco pontos de break (!), para fazer o 1-1. A partir daí, assumiu o comando da contenda e nem o facto de Struff ter devolvido uma das quebras de serviço fez o português tremer, acabando assim por conquistar o título mais importante da carreira.

A vitória número 121 de Pedro Sousa no circuito Challenger permitiu-lhe arrecadar o quinto título em torneios daquele escalão e ascender, esta segunda-feira, ao 124.º lugar da hierarquia mundial. Recorde-se que o lisboeta já esteve muito perto de entrar no top 100 mundial, no passado mês de setembro (102.º), mas problemas no pulso esquerdo travaram-lhe a ascensão no ranking.

Quarta vitória frente a um top 100 em 2018

Jan-Lennard Struff, número 56 do mundo, foi o quarto tenista presente no lote dos 100 primeiros da classificação ATP a cair frente a Pedro Sousa em 2018. O primeiro foi o francês Gilles Simon (70.º), na primeira ronda do Millennium Estoril Open, o segundo foi o moldavo Radu Albot (93.º), igualmente num encontro de estreia, mas no ATP 250 de Bastad, e o terceiro foi o checo Jiri Vesely (92.º) já no decurso desta semana.

Próxima paragem: Meersbusch.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.