Tarde de loucos em Paris: Zverev, Dimitrov e Nishikori foram todos levados a um 5.º set

Grigor Dimitrov
Fotografia: FFT/Roland Garros 2018

Alexander Zverev, Grigor Dimitrov e Kei Nishikori. Três dos jogadores mais credenciados em prova, três encontros “empurrados” para um quinto set, três duelos decididos praticamente em simultâneo e com muito drama à mistura. No final, foram eles os vencedores, mas não foi fácil e, muitas vezes, nada bonito, pelo que os indicativos que ficam não são os melhores.

Comecemos pelo tenista alemão, não só porque foi o primeiro a vencer como é, atualmente, o mais cotado dos três. Com 17 vitórias em 20 encontros disputados na terra batida à entrada para Roland Garros (venceu os títulos em Munique e Madrid de forma consecutiva e na semana seguinte, em Roma, só foi travado na final), o jovem germânico procura fazer, em Paris, a primeira grande campanha em torneios do Grand Slam.

Mas esteve perto, muito perto, de fracassar mais uma vez. Com a quarta ronda no último torneio de Wimbledon como melhor prestação em Majors até à data, o número 3 mundial esteve longe de se apresentar ao nível das últimas semanas e viu o o sérvio Dusan Lajovic (60.º no ranking e recém semi-finalista do ATP 250 de Lyon) aproveitar para lhe criar muitas dificuldades. De tal forma que só ao fim de 3h28 conseguiu vencer, pelos parciais de 2-6, 7-5, 4-6, 6-1 e 6-2.

A Zverev seguiu-se Kei Nishikori, que em pleno Court Philippe Chatrier também não teve tarefa fácil: não só porque do outro lado da rede estava um jogador da casa, Benoit Paire, como porque esse mesmo adversário o forçou a trabalhos extra. E assim, pela segunda vez nesta quarta-feira, o court principal do complexo que alberga o segundo Grand Slam do ano viu uma batalha ser decidida em cinco sets (antes, já Jeremy Chardy tinha derrotado Tomas Berdych). 6-3, 2-6, 4-6, 6-2 e 6-3 foram os “números” que deram ao nipónico a vitória e consequente passagem à terceira ronda.

A fechar uma “tarde de loucos”, também Grigor Dimitrov conseguiu seguir em frente. O búlgaro, que não se dá nada bem em Paris (nunca passou da terceira ronda nem em Roland Garros nem no Masters 1000 que se joga na mesma cidade), teve de suar muito para conseguir sair por cima daquela que, até agora, é a maior batalha do torneio. O grande culpado? Jared Donaldson, o norte-americano que só cedeu depois de mais de quatro horas em campo. 6-7(2), 6-4, 4-6, 6-4 e 10-8 foram os parciais da vitória do número 5 ATP, que só conseguiu seguir em frente depois de passar 4h22 em campo.

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