João Monteiro: “A pressão que tenho em termos de pontos é querer jogar Challengers no verão”

CARCAVELOS – À semelhança do que aconteceu nas semanas anteriores, João Monteiro é um dos principais candidatos à conquista do título em mais uma etapa do Cascais NextGen Tour — desta feita no Carcavelos Ténis, onde o circuito chega ao fim.

Em declarações ao Raquetc depois de um duelo 100% português na primeira eliminatória, o portuense de 24 anos falou do confronto com Bernardo Saraiva mas, também, do arranque menos positivo da época e “a única pressão” que sente neste momento.

Questionado sobre se o facto de existir um wild card para o Millennium Estoril Open em jogo ao longo das quatro semanas de Cascais NextGen Tour acrescenta pressão às suas prestações, João Monteiro responde de forma tranquila que “acrescenta zero pressão, sinceramente. O meu principal objetivo é jogar os Grand Slams e mais Challengers esta época e a única pressão que tenho em termos de pontos é precisamente por querer jogar estes torneios no verão.”

Quanto ao ATP 250 português, onde há um ano participou por intermédio de um wild card para a fase de qualificação, o número 6 nacional diz que “a lista do Millennium Estoril Open tanto pode fechar a 300 ou a 130, até começar ainda há muitas alterações que podem acontecer, por isso não é por aí [que sinto pressão]. Estou com os pontos, sim, mas por causa das alterações nos rankings que vão acontecer e a tal vontade de jogar outros torneios.”

Porque esta terça-feira foi dia de vitória, João Monteiro também falou do seu regresso às vitórias na terra batida do Carcavelos Ténis, depois de um desaire na primeira ronda no Clube de Ténis do Porto. “Ainda não estou de certeza absoluta a jogar o meu melhor ténis. Já nos Estados Unidos e no ano passado foi difícil arrancar em janeiro, fevereiro, março, abril. Agora estou a ver se isto arranca e já tive umas semanas razoáveis, por isso vamos ver se consigo apanhar a forma rapidamente.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."