Num confronto de “torres”, venceu a de Tandil

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Fotografia: BNP Paribas Open

Foram duas meias-finais totalmente distintas aquelas que decorreram este sábado no Estádio 1 do Indian Wells Tennis Garden. Se na primeira Roger Federer viu-se na necessidade de puxar dos galões para dar conta de Borna Coric, na segunda Juan Martín del Potro (8.º) nem precisou de carregar no acelerador para ultrapassar Milos Raonic (38.º).

Além da envergadura física (del Potro com 1.98 metros, Raonic com 1.95), o argentino e o canadiano têm em comum o facto de já terem disputado a final da prova em edições transatas — 2013 e 2016, respetivamente –, sendo que foi o mais cotado de ambos a carimbar na jornada de hoje o passaporte para nova luta pelo título de campeão.

Os parciais da vitória incontestável ficaram definidos em 6-2 e 6-3, num duelo controlado por del Potro de princípio ao fim, não tendo sequer enfrentado um único ponto de break, naquela que é a sua vitória número 400 da carreira.

Diga-se que a “torre de Tandil” perdeu somente três pontos nos seus jogos de serviço no segundo parcial e terminou o encontro com 89% de pontos ganhos com a primeira bola e 62% com a segunda.

Na final de amanhã, como sabemos, o adversário será Roger Federer. Neste momento apenas há uma certeza: domingo marcará o fim de uma das séries vitoriosas (Federer com 17, del Potro com 10). O mano a mano indica 18 vitórias para o número 1 mundial e 6 para o argentino.

Juan Martín del Potro, que independentemente do desfecho da final subirá ao 6.º posto da hierarquia na segunda-feira, vai entrar em campo com o objetivo de celebrar a conquista do seu primeiro troféu de campeão em provas Masters 1000. Já Federer está em busca do 28.º, que a acontecer será simultaneamente o 98.º (!) no total de carreira.

Assim será o top 10 na próxima semana…

1.º Roger Federer
2.º Rafael Nadal
3.º Marin Cilic
4.º Grigor Dimitrov
5.º Alexander Zverev
6.º Juan Martín del Potro
7.º Dominic Thiem
8.º Kevin Anderson
9.º David Goffin
10.º Lucas Pouille

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.