Pela primeira vez em 12 anos, a Grã-Bretanha tem um novo número 1

Kyle-Edmund.1
Fotografia: Peter Staples/ATP World Tour

Esta segunda-feira é um dia histórico para Kyle Edmund: aos 23 anos, o jogador britânico ultrapassou o compatriota Andy Murray para se tornar no número 1 da Grã-Bretanha no ranking mundial do circuito ATP.

A alteração na tabela classificativa acontece graças a um conjunto de fatores: se o mais experiente dos britânicos não compete desde Wimbledon, o mais novo tem aproveitado os últimos meses da melhor forma — que melhor exemplo do que as recentes meias-finais no Australian Open?

Foi essa campanha, aliás, que o fez subir do 49.º ao 25.º posto do ranking, um novo máximo de carreira que esta segunda-feira melhora mais uma posição. O 24.º lugar faz, assim, de Kyle Edmund o novo número 1 da Grã-Bretanha, que nos últimos anos tem vivido um período de ouro e agora vê no por duas vezes campeão de torneios do Grand Slam em juniores (em ambos os casos ao lado do português Frederico Silva) um novo caminho para o sucesso.

Nascido em Joanesburgo, na África do Sul, Kyle Edmund ainda aguarda pelo dia em que conquista o primeiro título ATP da carreira e quem sabe isso não acontecerá em Portugal — para já, é um dos dois jogadores confirmados no Millennium Estoril Open 2018, juntamente com Kevin Anderson.

Mas voltemos ao assunto do dia: até esta segunda-feira, apenas 12 jogadores tinham ganho direito a juntarem aos respetivos nomes o estatuto de número 1 britânico desde que a Era Open começou, em 1968. Kyle Edmund é, por isso, o 13.º, colocando um ponto final — parágrafo ou não, só o tempo o dirá — no longo “reinado” de Andy Murray.

É que o bicampeão olímpico e detentor de 3 títulos do Grand Slam era desde 2006 o “líder” da Grã-Bretanha na hierarquia ATP. As boas notícias? Quanto mais tempo passa, menos pontos terá a defender quando regressar (que é como quem diz, mais pontos terá a somar).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."