Australian Open: os primeiros quartos de final jogam-se esta terça-feira

Rod Laver Arena
É na Rod Laver Arena, o palco principal do Australian Open, que se disputam todos os embates dos quartos de final / Fotografia: Tennis Australia

Melbourne, Dia 9: começam os quartos de final. Na metade superior do quadro masculino e na metade inferior do quadro feminino, quatro jogadores e quatro jogadoras vão lutar pelas primeiras vagas nas meias-finais do Australian Open, o “Happy Slam”. A jornada começa, como nos dias anteriores, às 11h locais (00h em Portugal Continental) e promete ser de grande animação. Explicamos porquê.

Elise Mertens vs. [4] Elina Svitolina

No que aos singulares diz respeito, a jornada desta terça-feira abre com um encontro entre duas jogadoras que entraram em 2018 a ganhar e ainda não conheceram o sabor da derrota.

A belga Elise Mertens, um “semi-produto” recente da Academia de Kim Clijsters, onde passou a treinar, estreia-se, aos 22 anos, em quartos de final de torneios do Grand Slam. Vem do título em Hobart (onde, aliás, repetiu a conquista de 2017) e vai desafiar Elina Svitolina, que se tornou na primeira jogadora da Ucrânia a chegar aos “quartos” do Australian Open. A número 4 mundial é uma das grandes candidatas ao título e, tal como a sua adversária, também está invencível esta época: 9 vitórias em 9 encontros, com um título em Brisbane para arrancar o ano.

Carla Suárez Navarro vs. [2] Caroline Wozniacki

A fechar o dia, Carla Suárez Navarro e Caroline Wozniacki vão enfrentar-se por um lugar nas meias-finais femininas (frente à vencedora do duelo acima abordado). Em comum, as duas jogadoras têm a busca da história: se para a espanhola se trata da luta pelas primeiras meias-finais da carreira em torneios do Grand Slam, a dinamarquesa quer vencer finalmente o primeiro título num dos quatro maiores eventos do calendário tenístico.

E este talvez seja o momento ideal para o fazer: está de volta ao segundo lugar do ranking (pela primeira vez desde 2012), vem da conquista do maior título da carreira (o WTA Finals) e no quadro estão jogadoras que sabe e já mostrou poder vencer a qualquer momento. Mas Suárez Navarro, a última campeã do Portugal Open (em 2014, depois de ter perdido as finais dos dois anos anteriores), quer ter uma palavra a dizer e não deixará que o 5-2 registado no frente-a-frente entre ambas tenha grande influência a partir do momento em que entrar em campo.

[1] Rafael Nadal vs. [6] Marin Cilic

É o “prato do dia”. Frente a frente, estarão dois dos jogadores que em melhor forma se apresentaram ao longo da temporada transata (ainda que em dimensões diferentes) que têm convencido nesta edição do Australian OpenRafael Nadal terá ficado com um “sabor amargo” depois da final com contornos épicos que perdeu para Roger Federer há um ano e agora, como primeiro cabeça de série, quer fazer o que não faz em Melbourne desde 2009 — vencer, tendo armas e argumentos para isso.

E no que a Marin Cilic diz respeito… As declarações do croata depois de conseguir a 100.ª vitória em torneios do Grand Slam não deixam margem para dúvidas: “Espero continuar e conseguir mais três vitórias aqui”, fazendo uma clara referência ao número de triunfos necessários para conquistar, em Melbourne, o seu segundo título em torneios do Grand Slam (venceu o US Open em 2014).

Por ser o duelo do dia, queremos saber quem vai vencer e é fácil deixar o seu voto. Basta “reagir” neste vídeo na nossa página no Facebook (ativo até às 23h12):

[3] Grigor Dimitrov vs. Kyle Edmund

Se não está a pensar acordar de madrugada, pense duas vezes. É que o duelo entre Grigor Dimitrov e Kyle Edmund promete… E bem.

São dois jogadores com estilos diferentes, é certo, mas igualmente capazes de produzirem ténis-espetáculo ao longo de um encontro à melhor de cinco sets e já o provaram nesta edição do Australian Open: o búlgaro ao derrotar Nick Kyrgios num dos duelos mais aguardados do torneio, o britânico ao bater Andreas Seppi depois de perder o primeiro set para se tornar no primeiro britânico que não Andy Murray a inscrever o nome nos quartos de final desde o ano de 1985.

O que é que está em jogo? Para Dimitrov, a oportunidade de repetir as meias-finais alcançadas há um ano (e nas quais só perdeu em cinco sets para Rafael Nadal, jogador que poderia voltar a encontrar) e a oportunidade de continuar na luta pelo seu primeiro Major depois de em novembro ter vencido o Nitto ATP Finals. Para Edmund, bom, “the sky is the limit”, como dizem, e tudo o que vier, vem a mais. Aos 22 anos já está a viver a melhor quinzena da carreira em Grand Slams e porque não querer chegar ainda mais longe?

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