Na ausência de Andy Murray, é Kyle Edmund quem dá alegrias aos britânicos em Melbourne

Kyle Edmund
Fotografia: Tennis Australia

Nos últimos 33 anos, só pela raquete de Andy Murray o ténis masculino britânico tinha celebrado a chegada aos quartos de final do primeiro torneio do Grand Slam do calendário. Até hoje. Esta sexta-feira, Kyle Edmund fez com que a história se alargasse ao seu nome.

A abordar 2018 com uma grande forma e o desejo de despoletar de vez para os grandes resultados que o seu ténis promete, o britânico de 23 anos que nasceu na África do Sul derrotou Andreas Seppi, por 6-7(4), 7-5, 6-2 e 6-3, em 2h57.

Para chegar à vitória, Edmund teve de recuperar da desvantagem de um set e ser (ainda) mais forte do que o já bem experiente italiano no ataque aos pontos. Isto porque dos 254 que Edmund e Seppi disputaram, 105 terminaram com winners — e desses, 63 foram apontados pelo jovem britânico.

Com a vitória no bolso, Kyle Edmund aponta agora a um difícil mas entusiasmante encontro nos quartos de final frente a ao vencedor do duelo entre Grigor Dimitrov e Nick Kyrgios, escolhido como o prato da jornada deste domingo e, por isso, ainda a decorrer à hora da publicação deste artigo..

E se é verdade que o resultado obtido este domingo é histórico para o britânico — e o próprio ténis britânico, visto tornar-se no segundo jogador a atingir os “quartos” em Melbourne desde 1985 –, também o é que Edmund já tinha escrito várias linhas douradas nos maiores torneios do mundo.

Falamos, claro, das duas finais juniores que disputou e venceu com o português Frederico Silva. A primeira no US Open de 2012, frente a Nick Kyrgios e Jordan Thompson (que se traduziu no primeiro título da história para o ténis português em Majors), e a segunda em Roland Garros do ano seguinte, perante Christian Garin e Nicolás Jarry.

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