Cornet dispara: “É um negócio. A nossa saúde não é levada em consideração”

Alize Cornet

Sucedem-se às reações dos protagonistas que têm sentido no corpo os efeitos avassaladores do calor tórrido que se tem feito sentir em Melbourne, em plena realização da 106.ª edição do Australian Open. Alizé Cornet, que esta sexta-feira cedeu frente a Elise Mertens, juntou-se ao coro de críticas que se vai ouvindo em cada esquina de Melbourne Park.

“Senti-me muito mal, com tonturas e calafrios. Chamei a equipa médica e, graças aos seus cuidados, comecei a sentir-me um pouco melhor”, afirmou a francesa, citada pelo L’Equipe, depois de perder em duas partidas no duelo com a tenista belga (7-5 e 6-4).

Ontem, em conferência de imprensa, Djokovic falava do negócio em torno do ténis e Cornet partilha de certo modo parte da opinião do sérvio. “É um negócio. Eu entendo que eles queiram que se jogue, não importa mais nada. Mas nós não somos robôs, não somos peões colocados no campo. Estamos a atingir o limite”, avisou.

E concluiu: “Tenho a impressão que estão à espera de uma tragédia, uma tragédia que pode acontecer a qualquer momento devido a estas condições. Talvez os jogadores se devessem unir e fazer um boicote, dizer basta. A nossa saúde não é levada em consideração”.

Total
2
Shares

Leave a Reply

Total
2
Share