Aos 15 anos, Marta Kostyuk volta a surpreender rumo à terceira ronda do Australian Open

Marta Kostyuk
Fotografia: Tennis Australia

Marta Kostyuk, uma e outra vez. Se está a ler sobre a jovem ucraniana novamente, acredite: não é por acaso. É que, aos 15 anos e no 521.º posto do ranking WTA, a tenista natural de Kiev está na terceira ronda do quadro principal de singulares do Australian Open.

Isso mesmo, leu bem: na terceira ronda do quadro principal, o que faz dela a jogadora mais nova desde Mirjana Lucic-Baroni, no US Open de 1997, a chegar à terceira ronda de um torneio do Grand Slam — e a mais nova desde Martina Hingis, em 1996, a fazê-lo em Melbourne. A história de Kostyuk é cada vez mais impressionante e o seu início remonta ao ano passado.

Foi em 2017 que se sagrou campeã do torneio júnior e foi esse título que este ano lhe valeu um wild card para a fase de qualificação do torneio “dos grandes”, onde depressa começou a brilhar. Pela idade, pelo talento e pela forma como se apresenta perante adversárias bem mais experientes, Marta Kostyuk deu que falar e fez correr muita tinta desde o primeiro minuto que pisou os courts de Melbourne Park.

Esta quarta-feira, escreveu mais uma página dourada naquela que já era uma campanha inesquecível: deixou pelo caminho a favorita do público, Olivia Rogowska (168.ª) com os parciais de 6-3 e 7-5 para chegar à terceira ronda.

E assim, de repente — porque até esta semana nunca tinha participado num torneio do Grand Slam, fosse qualifying ou quadro principal –, apresenta-se ao mundo como uma das jogadoras a ter em conta não a longo, mas curto-médio prazo.

Na próxima fase, a jovem sensação do ténis ucraniano pode defrontar uma compatriota, caso a quarta cabeça de série Elina Svitolina ultrapasse Katerina Siniakova.

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