Australian Open é sinónimo de pouca sorte para Portugal na luta pela qualificação

Nesta última madrugada nada correu bem ao ténis português. Os quatro mosqueteiros portugueses em busca da desejada qualificação para o quadro principal do Australian Open foram eliminados na estreia, passando João Sousa a ser o único lusitano em prova.

É verdade que o torneio australiano já trouxe grandes resultados para o ténis português. Fred Gil, por exemplo, foi o primeiro tenista masculino do nosso ténis a atingir a terceira ronda de um Grand Slam nesta mesma competição ano de 2010. E, como ele, também João Cunha e Silva, Nuno Marques, Rui Machado, João Sousa e Gastão Elias já tiveram entrada direta no quadro principal do Australian Open.

Mas também é um facto que nunca na história do ténis português um tenista masculino conseguiu ultrapassar a fase de qualificação do Australian Open. E, em 2018, a vasta participação com Gastão Elias, Gonçalo Oliveira, João Domingues e João Monteiro, não conseguiu quebrar a ‘maldição’.

Curiosamente, foi o próprio João Sousa quem, até agora, esteve mais perto de o conseguir: o número um nacional ficou a apenas um set de bater Alexander Kudryavtsev em 2012 na última ronda de qualificação.

Uma razão que ajuda a explicar este ‘buraco’ na história do ténis português é, também, a pouca afluência portuguesa. A fase de qualificação não premiou assim tão bem os jogadores a nível monetário até aos últimos anos. Muitas vezes, a viagem era demasiado cara para o risco que estava a ser posto em causa. Por isso mesmo, diversos jogadores portugueses foram abdicando de jogar o torneio.

No lado feminino, no entanto, já duas jogadoras conseguiram esse difícil feito. Maria João Koehler e Michelle Larcher de Brito fizeram-no, aliás, em mais do que uma ocasião.

Artigo atualizado às 12h38 de quinta-feira, 11 de janeiro.

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