“Nunca precisei de ajuda da Tennis Australia para nada”, atira Bernard Tomic

Bernard Tomic.
Na edição anterior do Happy Slam, Tomic atingiu a terceira ronda, chegando mais longe que todos os seus compatriotas. Fotografia: Julian Smith

Determinado e seguro de si mesmo: é desta forma, em véspera de entrar em court para disputar a fase de qualificação do Australian Open, que Bernard Tomic decide vir a público revelar a sua perspetiva sobre o ano de 2018.

Após finalmente ter confirmado a sua presença no qualifying do primeiro Grand Slam do ano, o controverso tenista australiano parece atravessar um momento de introspeção em que admite ter sido “preguiçoso” no passado, mas que ainda assim prefere recordar os momentos positivos, destacando o percurso em Wimbeldon (2011), onde se sagrou quartofinalista.

Em declarações à FoxSports local, o tenista de 25 anos não tem dúvidas: “2018 tem de ser um bom ano para mim. Há um par de anos era número 130 do Mundo e depois disso fui top 20 durante dois anos também. Para mim não é um grande problema [o fato de atualmente ser o 142.º classificado da hierarquia], só tenho de encontrar a minha forma nos próximos seis meses. Vai ser muito importante”, confessou.

Outro tópico abordado foi naturalmente a sua relação com a Tennis Australia e com o capitão da equipa nacional da Taça Davis. As recentes demonstrações públicas de preocupação por parte de Lleyton Hewitt chegaram aos ouvidos do ex-número 17 mundial, que provavelmente ainda tem em mente os episódios do afastamento da seleção do seu país ou a não atribuição de um wild card para o quadro principal do Grand Slam australiano por parte da Federação.

Tomic Kooyong
Bernard Tomic passou sem sucesso pelo Kooyong Classic. Fotografia via Herald Sun

“Não vou dizer nada, é o ponto de vista deles. Nunca precisei de ajuda da Tennis Australia para nada do que atingi na minha carreira”, atirou Tomic sem papas na língua, antes de reforçar que tem as prioridades bem definidas. “Por isso, para mim, não é um grande problema. O ano de 2017 não foi o melhor, tenho de voltar a sentir confiança no court e acreditar em mim mesmo. Preciso de voltar a jogar consistentemente e melhorar, essa é a principal prioridade para 2018″, assegurou.

A preparação do jogador natural de Estugarda resumiu-se à participação no torneio de exibição Kooyong Classic, onde defrontou na passada madrugada o nipónico Yoshihito Nishioka (169.º), num encontro em que saiu derrotado em dois sets (6-3 e 6-3).

Relativamente à campanha de qualificação para o major australiano, o jogador da casa terá obrigatoriamente de sair por cima nos três jogos que tem pela frente, sendo o primeiro contra o francês Vincent Millot (192.º), em partida que deverá arrancar por volta das 05:00h de Portugal Continental.

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