Thomaz Bellucci acusou positivo num controlo antidoping e recebeu uma suspensão silenciosa

Thomaz Bellucci

Está explicada a prolongada ausência de Thomaz Bellucci do circuito profissional, onde não compete deste agosto: o tenista brasileiro acusou positivo à substância hidroclorotiazide num controlo antidoping e recebeu uma suspensão silenciosa de cinco meses por parte da Federação Internacional de Ténis.

O “caso” só foi conhecido esta quinta-feira, dia 4 de janeiro, mas remonta ao mês de julho, quando o tenista brasileiro de 30 anos acusou positivo num controlo efetuado durante o ATP 250 de Bastad.

Desde aí, passaram-se várias datas entretanto importantes no processo: em setembro, Bellucci foi notificado do resultado do controlo anti-doping, ficando desde logo impedido de competir; mas só agora, a 31 de dezembro, foi comunicada a decisão final (cinco meses de suspensão), que significa que poderá voltar aos courts a partir de 1 de fevereiro, bem a tempo dos torneios do Rio de Janeiro e São Paulo.

A substância hidroclorotiazide, que é proibida pela Agência Mundial de Anti-Dopagem (WADA), atua como agente mascarante. Em sua defesa, o atual número 112 do mundo afirma que “houve contaminação de um suplemento polivitamínico [que costuma consumir regular e legalmente] por parte da farmácia, facto que o próprio garantiu, em entrevista dada minutos após ter sido conhecido o “caso”, ter conseguido provar.

Como explica o Globoesporte, “a entidade [ITF] optou por uma pena branda, de cinco meses, o mínimo possível em um caso desses, que poderia ser de até quatro anos, tendo levado em consideração a diligência e a reputação do Thomaz, bem como todas as provas médicas e científicas apresentadas, somadas ao consumo não intencional da substância e à ausência de melhora da performance.” A Federação Internacional de Ténis considera ainda que o tenista brasileiro “devia ter verificado se a farmácia cumpria com as normas e se era de confiança”.

Declarações de Thomaz Bellucci:

Jamais tomei algum tipo de suplemento ou qualquer outra substância que fosse me favorecer ou que fosse infringir as regras do fair-play do esporte. Nunca poderia imaginar que um multivitamínico feito por uma farmácia de manipulação pudesse sofrer contaminação cruzada em doses mínimas. Sempre tomei todos os cuidados e respeitei as regras do esporte. Foi justamente em um momento que eu estava me recuperando de lesões e fazendo transição importante na minha carreira, de me mudar para a Flórida, montar uma base de treinamentos lá para atingir o meu máximo potencial no circuito nos próximos anos – afirmou Bellucci, em nota oficial

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