Taça Davis: Estados Unidos adiam festa dos croatas e ganham réstia de esperança

Mike Bryan e Ryan Harrison
Fotografia: Paul Zimmer/Davis Cup

Ainda não foi este sábado que a Croácia pôde celebrar o apuramento para a sua terceira final na Taça Davis. Depois de um excelente começo de eliminatória, a equipa da casa esteve envolvida num par épico que terminou de forma dramática ao cabo de quase cinco horas de encontro e que dá nova vida a uma eliminatória praticamente morta. E agora?

Mike Bryan e Ryan Harrison foram os jogadores escolhidos pelo capitão Jim Courier para o encontro de pares e a aposta acabou por se revelar frutífera para os visitantes: ao fim de 4h43, os norte-americanos venceram Ivan Dodig e Mate Pavic, por 7-5, 7-6(5), 1-6, 6-7(4) e 7-6(5) para ganharem uma réstia de esperança.

Isto porque o encontro de singulares entre Borna CoricSteve Johnson, no primeiro dia, era visto como a única janela de oportunidade para os Estados Unidos da América, que com a derrota ficaram com as esperanças reduzidas a cacos. Mas assim, o par dá vida à eliminatória e, ainda que muito difícil, as possibilidades de vitória mantêm-se vivas para ambos os lados.

A missão continua a ser possível, ainda que muito pouco provável, até porque a jornada de domingo abre com o confronto entre o número 1 croata, Marin Cilic, e Steve Johnson. Uma vitória do tenista da casa garante a passagem à terceira final (campeões em 2005 e vice-campeões em 2016), enquanto um triunfo do norte-americano adiaria a decisão para o quinto e último encontro — previsivelmente disputado entre os jovens Borna Coric Frances Tiafoe.

À espera está já a França, a campeã em título que derrotou a Espanha de forma categórica, em casa, e procura agora o seu 11.º troféu da história. Independentemente do que aconteça, esta ficará para a história como a última final da Taça Davis como a conhecemos — a partir do próximo ano, a fase final será condensada numa única semana, com 18 equipas a lutarem pelo título na reta final da temporada.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."