Afastada pela Rússia, equipa portuguesa despede-se do mundial com duelo ibérico

Com a Rússia já se sabia que a tarefa era difícil (muito difícil) e da teoria à prática bastou começar a jogar-se: porque a seleção portuguesa bem tentou, mas acabou derrotada pela equipa da casa na segunda ronda do Campeonato do Mundo de Ténis de Praia por Equipas.

Um ano depois de ter alcançado a sua melhor classificação de sempre — um honroso sexto lugar –, Portugal regressava a Moscovo com a vontade de continuar a fazer história, mas o sorteio não ajudou: Manuela Cunha e Ana Catarina Alexandrino perderam por 6-1 e 6-0 para Irina Glimakova e Ludmila Nikoyan, desaire a que se seguiu o de Pedro Maio e Bruno Polónia por 6-4 e 6-2 perante Nikita Burmakin e Sergey Kupsov.

Afastado das hipóteses do título, o selecionado português passou, então, à luta pelos lugares seguintes. E começou com o pé esquerdo: Manuela Cunha e Ana Catarina Alexandrino cederam pelos parciais de 6-0 e 6-2 para as venezuelanas Melissa Acosta e Patricia Diaz e Pedro Maio e Bruno Polónia por 6-2 e 6-4 para Ali Colmonares e Ramon Guedez. Já esta sexta-feira, no play-off do 13.º ao 16.º lugar, a  vitória voltou a sorrir a Portugal, que graças aos triunfos de Manuela Cunha e Ana Catarina Alexandrino (6-3 e 7-5 vs. Mariam Tsakkistou e Andria Tsaugaridou) e Pedro Maio e Bruno Polónia (frente a Dean Georgiou e Christos Vonialis) e ainda no par misto garantiu presença na luta pelos 13.º e 14.º lugares, contra a Espanha.

Curiosamente, em 2017 Portugal também teve pela frente as equipas da Rússia e da Venezuela — mas em fases bem distintas da competição: com a equipa da casa nos oitavos de final e com o conjunto sul-americano na definição dos quinto e sexto postos.

 

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."