Nuno Borges termina Porto Open como vice-campeão

PORTO – Chegou ao fim a caminhada de Nuno Borges no Porto Open. O jovem tenista maiato de 21 anos queria o título, mas saiu do Clube de Ténis do Porto com o troféu de vice-campeão do torneio Future de 25.000 dólares.

Depois da final na Póvoa de Varzim, das meias-finais em Setúbal e de nova final em Castelo Branco, Nuno Borges queria ir um passo mais além e conquistar o tão desejado título, que faria deste o melhor resultado da carreira (assim, iguala a prestação do Open de São Domingos 2017, quando perdeu na final para João Monteiro).

Mas do outro lado da rede, e pela segunda vez nestas três finais, esteve um jogador que já liderou o ranking mundial de júniores: o húngaro Mate Valkusz, hoje em dia 412.º ATP (máximo de carreira) e, por isso, terceiro cabeça de série. E à semelhança do que aconteceu na Póvoa de Varzim, frente a Chun Hsin Tseng — do Taipéi e vencedor de dois dos três torneios do Grand Slam deste ano –, também este domingo o triunfo caiu para o outro lado, com o húngaro a vencer por 6-3 e 6-2.

Se nos encontros anteriores tinha começado muito bem no capítulo da resposta e aproximado, aos poucos, o serviço dessa mesma eficácia, na final deste domingo Nuno Borges não conseguiu ser tão forte na sua primeira pancada: só colocou 48% dos primeiros serviços e desses pontos do conseguiu vencer 27%. Ora, sem serviço, menos confiança e não tardou até que o português começasse a mostrar sinais de descontentamento com a falta de soluções para contrariar o muito persistente tenista húngaro, que aos 19 anos conquista o quarto título Future do ano e, também, da carreira, sucedendo a João Monteiro na lista de campeões.

Para Nuno Borges, segue-se aquela que será, muito provavelmente, a quinta e última paragem neste regresso a Portugal: o Future de 15.000 dólares das Caldas da Rainha, que à semelhança do torneio da cidade invicta também é jogado no pó de tijolo. A mudança de superfície (seguem-se três torneios em piso rápido, na Beloura, Sintra) e a possibilidade de “recuperar energias” são fatores que levam o maiato a ponderar descansar depois dessa próxima semana.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."