De cabeça erguida depois da final, Nuno Borges reconhece “muito mérito” ao adversário

PORTO – Chegou ao fim a 19.ª edição do Porto Open. E terminou com um vice-campeão português — Nuno Borges, que procurava juntar-se a Leonardo TavaresFred GilJoão Monteiro na lista de campeões “da casa” mas acabou derrotado por um ex-número 1 mundial de júniores.

No final do encontro, que ficou resolvido em dois sets a favor do húngaro Mate Valkusz, Nuno Borges disse ao Raquetc que se sentiu “bastante mais cansado do que ele. Tive uma semana dura, o dia dos quartos de final sobretudo foi muito longo, ainda tive os pares e passei muitas horas em campo. Já ele foi muito rápido durante todo o encontro, enquanto eu senti que as minhas pancadas não estavam a ter grande eficácia e que quando mais o ponto passava das três, quatro trocas de bolas as hipóteses eram menores.”

Apesar disso, o jovem maiato não considera que tenha feito um mau encontro. “Não senti isso, o serviço podia ter sido um bocadinho melhor mas no geral não servi mal. Fiz um jogo relativamente bom. Podia ter salvo alguns pontos, acho que ele concretizou todas as oportunidades que teve, mas não consegui perceber bem como é que o podia colocar mais desconfortável.”

No Court Central do Clube de Ténis do Porto estiveram cerca de 400 pessoas, um facto que não passou despercebido a Nuno Borges: “Foi bom, muito bom ver aqui tanta gente. Pessoas que não via há anos, outras que obviamente não conheço, foi ótimo. Há a pressão acrescida e por isso o pensamento de tentar não fazer nada muito mau mas foi uma sensação ótima e seria muito bom se pudéssemos ter mais encontros assim, com pessoas que gostam e entendem de ténis a assistir.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."