Em grande: Nuno Borges continua a vencer e já está na final do Porto Open

PORTO – Depois de Leonardo Tavares em 2007, Frederico Gil em 2014 e João Monteiro em 2017, o Porto Open está a uma vitória de voltar a contar com um campeão português na variante de singulares masculinos: Nuno Borges, que nasceu e cresceu na Maia, continua a vencer e este sábado garantiu o acesso à grande final.

A disputar o quarto torneio da época — voltou dos Estados Unidos da América, onde estuda, no mês de junho –, o tenista maiato tem-se habituado a jogar meias-finais e no Porto, tal como tinha acontecido na Póvoa de Varzim e em Castelo Branco, foi mesmo mais longe, ao derrotar o brasileiro Wilson Leite por 6-1 e 6-3, em 1h13, para chegar à decisão.

O resultado do primeiro parcial fala por si: à semelhança do que aconteceu na jornada de sexta-feira frente a Tobias Simon, mas nos segundo e terceiro sets, Nuno Borges entrou com tudo e não deu tempo ao adversário de ler o seu jogo, apresentando uma grande qualidade na resposta ao serviço.

No segundo, apesar de mais equilibrado, também foi o jovem português de 21 anos (atual número 578 do ranking) a ter sempre o “momento do seu lado”, conseguindo fazer a diferença ao quinto jogo, com um break fundamental para o desfecho do encontro, que foi acompanhado por várias dezenas de espetadores no court central do Clube de Ténis do Porto.

Apesar de ainda não ser conhecido o derradeiro adversário de Nuno Borges, é certo que pela frente na luta pelo título mais importante da carreira o jovem da Maia terá um ex-líder do ranking mundial de juniores: ou o húngaro Mate Valkusz, terceiro cabeça de série, ou o brasileiro Orlando Luz (sétimo), que na semana passada conquistou um torneio de 25.000+H na Alemanha.

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Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."