Benneteau já fala como capitão francês da Fed Cup: “O Grupo Mundial tem um nível muito idêntico”

Julien Benneteau RG
Fotografia: Pauline Ballet/FFT

A entrada em funções será apenas daqui a alguns meses, depois de devidamente celebrada a entrada em 2019, mas Julien Benneteau já fala como selecionador francês da Fed Cup, cargo para o qual foi nomeado há pouco mais de um mês.

Como tal, em entrevista à Federação Francesa de Ténis, o (ainda) tenista de 36 anos, que colocará um ponto final na carreira depois do US Open, já deu um pequeno lamiré sobre a eliminatória que a França vai discutir com a Bélgica, entre os dias 9 e 10 de fevereiro de 2019.

“A Bélgica é uma equipa muito homogénea, com quatro tenistas no top 100, liderada por Elise Mertens, que é a 15.ª do ranking. Além de Mertens, vi Alison Van Uytvanck em Wimbledon, contra Muguruza, e fiquei impressionado”, observou Benneteau, que espera um embate muito duro: “O Grupo Mundial é apertado e tem um nível muito idêntico. Seria igualmente complicado se nos tivesse calhado a Austrália, a Roménia ou a República Checa. Teremos que estar ao nosso melhor”.

A edição 138 do US Open, que se joga de 27 de agosto a 9 de setembro, vai servir para Julien Benneteau estabelecer alguns pontos de contacto essenciais para o trabalho que pretende realizar no seio da equipa feminina que se prepara para orientar.

“Vou ter conversas com muitas pessoas no US Open, estejam elas relacionadas ou não com a equipa. Preciso de conselhos e informações para me enriquecer. Depois, nos meses seguintes, regressarei a França e reunirei com a equipa para lhes transmitir as minhas ideias. Quero ver as jogadoras e dizer-lhes o que posso fazer por elas”, contou.

A França não sabe o que é vencer a Fed Cup desde 2003, mas Benneteau parte para este desafio com ambição, ainda que refreie as expectativas. “Não vou dizer ao dia de hoje que o meu objetivo é vencer a Fed Cup, mas faremos tudo para chegar o mais longe possível. Como disse anteriormente, o Grupo Mundial é realmente muito forte”, sublinhou.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.