Porto Open. Muita juventude entre os primeiros convidados para os quadros principais

Inês Murta

A 19.ª edição do Porto Open aproxima-se a passos largos (começa já no próximo sábado, dia 21 de julho) e por isso está na altura de serem anunciadas as primeiras novidades, nomeadamente no que à atribuição dos primeiros wild cards diz respeito.

E foi isso mesmo que aconteceu esta terça-feira, com António Paes de Faria, o diretor do torneio que este ano distribui 50.000 dólares em prémios monetários (25.000 para os quadros masculinos, 25.000 para os femininos) a divulgar os nomes dos primeiros jogadores a receberem convites para os quadros principais de singulares.

Do lado masculino, Gonçalo Falcão e Luís Faria (vice-campeão nacional de sub 18) foram os eleitos para dois dos quatro convites disponíveis, sendo que o mais provável é “darem o lugar” a outros jogadores, por estarem muito próximos — respetivamente a uma e duas posições — de entrar diretamente.

Já no quadro feminino, estão já definidas três das quatro convidadas: Inês Murta (vice-campeã em 2016), Maria Inês Fonte Leonor Oliveira. E essas sim deverão manter-se nas “posições”, dado que à frente na lista de inscritas têm mais de uma dezena de tenistas.

Maria João Koehler, que cresceu no Clube de Ténis do Porto mas só jogou o torneio em 4 ocasiões (2007, 2008, 2009 e 2017, tendo como melhor resultado as meias-finais há 10 anos) vai jogar a fase de qualificação, enquanto a campeã nacional absoluta, Francisca Jorge, falhará a 19.ª edição do Porto Open por boas razões: vai jogar o Campeonato da Europa de Juniores, em Klosters, na Suíça (terra batida ao ar livre).

Experiência e juventude no quadro

Enquanto do lado feminino não houve nenhuma jogadora portuguesa a ter entrada direta no quadro, o quadro masculino tem desde já garantidas as presenças de quatro jogadores da casa: o bem experiente Fred Gil (quarto cabeça de série) e os jovens Nuno Borges (quinto), Tiago Cação (sétimo) e Francisco Cabral.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."