US Open: prize money atinge valor recorde, mas mesmo assim não escapa às críticas

Tal como tem sido hábito, todas as edições dos torneios do Grand Slam vão anunciando aumentos significativos nos seus respetivos prize moneys. O último a fazê-lo foi o US Open, que divulgou esta terça-feira que a edição de 2018 terá um aumento de 5% face ao ano passado no que toca à distribuição dos prémios monetários.

De longe o Grand Slam que melhor paga aos jogadores, o torneio norte-americano passa a distribuir 53 milhões de dólares face aos 50.4 milhões de dólares oferecidos em 2017.

No entanto, esta notícia não foi recebida da melhor forma por algumas das figuras do mundo ténis, como é o caso de Andy Roddick e Mardy Fish. Os dois norte-americanos não estão contra ao aumento, mas não concordam que o vencedor receba tanto, comparando com os tenistas que são afastados nas rondas anteriores, inclusive o finalista.

“O prize money é apenas a ponta do icebergue. Os jogadores deveriam juntar-se para repartir melhor o dinheiro. Não pode acontecer venceres a final e receberes mais dinheiro do que venceres as outras seis rondas juntas”, escreveu Andy Roddick na sua conta do Twitter.

Quanto ao ex-número 7 mundial afirma que “não precisas de ganhar 3.8 milhões de dólares, quando o vencedor de um ATP 250 recebe entre 85 a 90 mil”.

Eis a comparação dos prémios monetários distribuídos em 2017 e os de 2018 (coluna da direita):

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.