Título à vista: Angelique Kerber de regresso às meias-finais de Wimbledon

Angelique Kerber
É a terceira vez que a tenista alemã chega tão longe no All England Club | Fotografia: AELTC/Jed Leicester

Quando, em janeiro, a temporada ainda estava a começar, a forma promissora de Angelique Kerber não era mais do que isso: um bom indicativo. Mas agora, que já passaram seis meses, a tenista alemã já provou por mais do que uma vez estar realmente de volta ao seu melhor e esta terça-feira voltou a fazê-lo, ao somar mais uma vitória para chegar às meias-finais do torneio de Wimbledon.

Vice-campeã no All England Club em 2016 (ano em que conquistou o Australian Open, o US Open e ainda jogou as finais dos Jogos Olímpicos e do WTA Finals), a jogadora alemã de 30 anos fez valer da experiência para derrotar Daria Kasatkina, por 6-3 e 7-5.

Apesar de não ser propriamente visto como um duelo de gerações, o encontro colocou frente a frente jogadoras com idades bastante diferentes (Kerber tem 30 anos, Kasatkina 21) e, por isso, também experiências. Porque para a jovem russa este era apenas o segundo encontro dos quartos de final que disputava em Grand Slams, enquanto a alemã, já bem mais rodada, estava em território bem conhecido.

E foi isso mesmo que se notou em campo, com Angelique Kerber a conseguir corresponder ao nível das quatro primeiras exibições (e, até, a elevá-lo) para somar a terceira vitória em cinco encontros frente a Daria Kasatkina e, assim, repetir a presença nas meias-finais de 2012 e 2016.

Com o título cada vez mais perto, a ex-líder do ranking — atual número 10, sendo a tenista mais cotada ainda em prova — irá agora medir forças com Jelena Ostapenko, jogadora que, ao contrário de Kerber, não sabe o que é disputar uma meia-final em Wimbledon.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."