O que dizem os números estatísticos de Sousa e Tsitsipas ao longo do torneio

ESTORILJoão Sousa e Stefanos Tsitsipas serão os primeiros jogadores a pisar o Estádio Millennium na vertente de singulares este sábado. Num dia que se espera histórico para o ténis português, João Sousa vai procurar atingir a sua 10.ª final da carreira e tornar-se no segundo luso na história a chegar à final de um ATP 250 disputado em solo nacional.

Já com três jogos nas pernas cada um, tanto Tsitsipas como Sousa não tiveram tarefa nada fácil até à penúltima fase do Millennium Estoril Open. Os dados estatísticos referentes aos jogos de singulares mostram-nos que é o grego que mais minutos tem nas pernas, no entanto se olharmos para números como percentagens de pontos ganhos no 1.º e 2.º serviços ou break points convertidos podemos constatar que no que à liderança destes dados diz respeito é bastante repartido.

Começando pelos ases que cada um fez ao longo do torneio, é ‘El Greco’ que lidera com 13 serviços sem resposta contra 9 do português. Se olharmos para os outros números do serviço, conseguimos observar um claro domínio por parte de João Sousa no que toca à percentagem de pontos ganhos no primeiro serviço e à colocação do mesmo.

No entanto, se o português tem maior tendência a dominar quando mete o primeiro serviço, no segundo é claramente o tenista de 19 anos que o faz. Um dado a destacar é o facto de Tsitsipas apenas ter perdido por 4 ocasiões o seu serviço.

Falando agora dos índices de resposta, os número dividem-se. João Sousa é, dos dois, aquele que maior aproveitamento tem neste capítulo, mas também é o tenista que precisa de mais oportunidades de break para conseguir fechar os jogos de serviço do adversário.

Quanto à percentagem de pontos ganhos quando o adversário mete o primeiro serviço, é o vimaranense que lidera, sendo que no que toca ao 2.º ‘saque’ as forças se igualam.

Por fim, falando de minutos passados em court, João Sousa tem ao todo 338, ao passo que Tsitsipas foi aquele que mais teve de estar em campo, com 398 minutos distribuídos por três encontros, sempre em três sets.

Francisco Semedo
Licenciado em Turismo e a tirar Mestrado em Ciências da Comunicação, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.