Taça Davis: Confira os principais destaques dos quartos de final

Fotografia: Taça Davis

O último fim de semana foi marcado por mais uma eliminatória da Taça Davis que veio coroar os quatro semi-finalistas do Grupo Mundial que irão discutir discutir em setembro a presença na grande final. Como é característico da competição, o drama, a emoção e o espétaculo foram ingredientes que não escaparam ao delicioso buffet de ténis servido a todos os fãs durante os últimos três dias.

Findos os duelos, ficou já definida a ementa a servir na meias finais: inicia-se com marisco mediterrânico da Croácia, seguindo-se a paella típica de Espanha e termina com a tradicional apple pie dos Estados Unidos da América. A acompanhar, nada melhor que o famoso champagne de França.

Espanha 3-2 Alemanha

O principal destaque destes quartos de final vai naturalmente para o duelo Espanha-Alemanha que opôs o regressado Rafael Nadal ao recente finalista do Miami Open, Alexander Zverev. Na praça de touros de Valência, não houve forcado alemão capaz de imobilizar o touro de Maiorca. O campeoníssimo venceu ambos os seus jogos de singulares – frente a Philipp Kohlschreiber e Zverev, respetivamente – sem ceder um único set.

O equilíbrio e o drama estavam reservados para os dois últimos dias, começando desde logo com o encontro de pares que colocou frente a frente os jogadores da casa Feliciano López e Marc López aos visitantes Tim Puetz e Jan-Lennard Struff. Prova disso? Veja-se a duração do encontro: 4 horas e 43 minutos. Quando os alemães pareciam ter a partida nas mãos ao conquistar os dois primeiros sets, a dupla espanhola fez-se valer da sua garra tão característica e foi mesmo capaz de igualar a contenda, levando a decisão para um quinto set. Nos momentos cruciais, a frieza alemã prevaleceu, deixando os adversários bastante perto de uma reviravolta inesquecível. Os parciais finais definiram-se em 6-3, 6-4, 3-6, 6-7(5) e 7-5.

No inicio do último domingo, os alemães lideravam o confronto por 2-1 ,deixando a seleção da casa sem qualquer margem de erro. Após Nadal cumprir no seu jogo, o destino de Espanha passou para as mãos e raquete de David Ferrer. Num extraordinário duelo de veteranos frente a Kohlschreiber, os dois tenistas – de 36 e 34 anos, respetivamente – levaram a sua aptidão física ao limite ao proporcionarem mais um encontro de cinco sets que durou umas incríveis cinco horas. No final, repleto de emoção, Ferrer surgiu no centro da arena como um autêntico herói nacional. O resultado estabeleceu-se em 7-6(1), 3-6, 7-6(4), 4-6 e 7-5.

Itália 1-3 França

Na cidade de Génova observou-se a fuga à regra: desta feita seriam os visitantes a sair por cima no confronto. Lucas Pouille começou por colocar os franceses em vantagem ao bater Andreas Seppi em cinco partidas, ao passo que Fabio Fognini restabeleceu a igualdade ao derrotar Jeremy Chardy ao cabo de quatro sets.

No encontro de pares, disputado no sábado, os gauleses apresentaram uma dupla especialista na vertente composta por Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut que não deu quaisquer hipóteses ao repente Fognini e a Simone Bolelli, triunfando confortavelmente em parciais diretos. A uma vitória das meias finais, Pouille tratou de colocar um ponto final no duelo à primeira oportunidade, não deixando Foginini repetir o papel de herói que protagonizou na última eliminatória. A partida decisiva ficou definida através dos parciais de 2-6, 6-1, 7-6(3) e 6-3.

Croácia 3-1 Cazaquistão 

Os croatas apresentavam-se na sua arena de Varazdin como claros favoritos. O nome forte da seleção, Marin Cilic, “passeou” no primeiro encontro frente a Dimitry Popko, vencendo por três sets sem resposta. Mais tarde, Mikhail Kukushkin foi o autor da surpresa do dia ao bater Borna Coric em quatro partidas, igualando a contenda.

No encontro de pares, os jogadores da casa Ivan Dodig e Nikola Mektic, também eles reconhecidos especialistas na vertente, bateram a dupla cazaque formada por Timur KhabibulinAleksandr Nedovyesov ao cabo de quatro sets. Bastando triunfar no encontro seguinte de singulares para seguir em frente, a responsabilidade recaiu sobre o número três mundial. Cilic vingou a derrota imposta ao seu compatriota e levou a melhor sobre Kukushkin, mais uma vez não cedendo qualquer set.

Estados Unidos da América 4-0 Bélgica

No outro lado do Atlântico assistiu-se ao duelo mais desequilibrado destes quartos de final. A formação americana mostrou-se completamente avassaladora sobre os belgas (que não contaram com David Goffin), resolvendo a contenda ao fim do terceiro encontro disputado. John Isner e Sam Querrey começaram por protagonizar o melhor início possível ao vencerem os respetivos jogos (em quatro partidas sobre Joris de Loore e em sets diretos sobre Ruben Bemelmans, respetivamente).

Já com a possibilidade de carimbar a passagem às meias-finais nas mãos, a dupla constituída por Ryan Harrison e Jack Sock derrotou Sander Gille e Joran Vligen em quatro partidas, colocando assim o seu país a lutar pelo acesso à final sem que fosse necessário disputar mais qualquer partida. Ainda assim, Harrison e Bemelmans voltaram a entrar no court, tendo mais uma vez a vitória caído para os norte-americanos.

Encontros das meias-finais:

França – Espanha

Croácia – Estados Unidos da América

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.