Radiante com regresso vitorioso, Angelique Kerber troca grandes elogios com Ashleigh Barty

Angelique Kerber campeã Sydney
Desde o US Open de 2016 que Angelique Kerber não tinha a hipótese de beijar um troféu

Foi perante uma Ken Rosewall Arena completamente esgotada que Angelique Kerber regressou aos títulos. Já com nove vitórias em 2018, a ex-número 1 mundial está em grande forma e apresenta-se assim como uma séria candidata ao título no Australian Open (um torneio que já venceu).

Para se sagrar campeã do torneio de Sydney, a tenista alemã teve de derrotar a estrela da casa Ashleigh Barty, que, como revelou na conferência de imprensa, é muito sua amiga. E assim, em momentos diferentes mas “ligados”, as duas trocaram grandes elogios.

“Estou a jogar um ténis incrível outra vez e sinto-me muito bem. É fantástico vencer o meu primeiro título no meu primeiro torneio do ano e sinto que estou a aproximar-me do nível que apresentei em 2016”, começou por dizer a agora detentora de 11 títulos. Já sobre a jovem australiana de apenas 21 anos, Kerber destacou que “A Ash é uma excelente pessoa. É claro que é uma grande jogadora, mas fora do court também posso sempre falar e passar tempo com ela”.

E não tem dúvidas: “O que ela fez no ano passado foi incrível e tenho a certeza de que ela vai ter uma grande época de 2018”.

Já Barty, reconhece que “teria sido muito bom conseguir uma vitória hoje mas ainda assim foi uma semana magnífica. Foi a preparação perfeita para a próxima semana [Australian Open] e sinto que se jogar assim posso bater quase todas as jogadoras num quadro.”

Também a australiana se dedicou a elogiar a adversária, que diz ter sido “uma das primeiras raparigas a dar-me as boas-vindas quando cheguei ao circuito pela primeira vez e era muito nova. Ela sempre teve tempo para mim e acho que há um respeito mútuo, o que é incrível de uma campeã como a Angie. Se ela não jogasse ténis não fazia diferença, a nossa relação ia ser a mesma.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."