“Esta ausência fez-me perceber o quanto adoro jogar ténis”, desabafa Andy Murray

Andy Murray Wimbledon
A última vez que Andy Murray competiu de forma oficial foi no torneio de Wimbledon, em julho, onde perdeu frente a Sam Querrey nos quartos de final. Fotografia de AELTC/Eddie Keogh

Os últimos dias de 2017 estão definitivamente destinados a grandes regressos. Além dos casos já abordados referentes a Novak Djokovic e Serena Williams, chegou a vez de Andy Murray abordar o regresso à competição e os objetivos para o próximo ano.

As dúvidas relativas à presença do escocês no primeiro Grand Slam do ano parecem estar já completamente dissipadas. Em declarações prestadas à Sky Sports, Murray reconhece a frustração imposta pela lesão da anca que o afastou dos courts desde julho, contudo apresenta-se determinado a não deixar esse facto estorvar as suas ambições para a próxima temporada.

“Quero tentar ganhar o Australian Open em janeiro”, atirou o ex-número 1 do ranking mundial e seis vezes finalista vencido em Melbourne Park. “Mas primeiro tenho de melhorar fisicamente. Estou a começar a sentir-me melhor, mas é um processo que leva tempo”, admitiu.

A longa fase em que esteve afastado dos courts revelou-se bastante importante para Murray, que parece ter atravessado um período de introspeção onde delineou de forma muito pertinente as suas prioridades.

“Esta ausência fez-me perceber o quanto adoro jogar ténis. Não é apenas uma questão de ganhar todos os jogos ou Grand Slams. Só quero voltar a jogar ténis e sentir-me bem a todos os níveis. É isto que me motiva em primeiro lugar neste momento. Se o conseguir, então terei a oportunidade de lutar pelos maiores torneios”, concluiu o atual 16.º posicionado da hierarquia.

Perspetiva-se assim um início de temporada em grande com todos os elementos do “Big 4” recuperados e em competição. No caso do escocês, tudo indica que entrará em ação no Brisbane International, que se inicia este domingo (dia 31 de dezembro), e pode ser acompanhado no canal Eurosport

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.