Inês Murta inicia último torneio em Óbidos com uma vitória

Dias depois de ter conseguido o melhor resultado da carreira em torneios de 25.000 dólares, Inês Murta regressou esta quarta-feira aos courts da Bom Sucesso Tennis Academy, em Óbidos, para disputar um encontro de singulares. E, à semelhança do que aconteceu nas duas semanas anteriores, a algarvia entrou a ganhar.

A participar no terceiro e último torneio internacional organizado de forma consecutiva na localidade, que em março já tinha recebido duas provas de nível inferior (15.000 dólares), a segunda melhor portuguesa da atualidade foi posta à prova pela mais cotada Maria Marfutina, da Rússia (520.ª no ranking).

Depois de muita luta — e numa altura em que, no court do lado, Francisca Jorge já tinha celebrado o segundo triunfo da carreira em torneios da categoria –, a vitória pendeu mesmo para o lado de Inês Murta, que com um break decisivo a 5-5 do último set chegou aos parciais finais de 6-2, 2-6 e 7-5 para selar o seu quarto triunfo em Óbidos nas últimas três semanas (no que a encontros de singulares diz respeito).

Para igualar o resultado do último torneio, em que atingiu os quartos de final, a jovem tenista portuguesa terá agora de derrotar Anna Kaliskaya, da Rússia e terceira cabeça de série, que na última semana se sagrou campeã ao derrotar Magdalena Frech por 6-3 e 6-3 na grande final.

Sara Lança travada num duelo entre wild cards

A jornada desta quarta-feira ditou também a estreia de Sara Lança no quadro principal do torneio. A portuguesa de 20 anos foi convidada pela organização e enfrentou Karola Patricia Bejenaru numa “batalha de wild cards“, que caiu para o lado da romena com 6-1 e 6-0.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."