Madison Keys descobre a chave para o regresso a uma final WTA

Dois anos depois, Madison Keys está de regresso a uma final no circuito WTA. Vice-campeã em Brisbane em janeiro de 2020, é na Austrália que a norte-americana volta a ser feliz, desta vez com o apuramento para a final em Adelaide. Para isso, a atual número 87 do Mundo superou a compatriota Coco Gauff, 19.ª na hierarquia e terceira favorita ao título, por 3-6, 6-2 e 7-5.

Quando ambas entraram em court esta sexta-feira, uma final norte-americana já estava garantida, uma vez que Alison Riske (57.ª WTA) nem precisou de entrar em court para passar diretamente à final, através de um walkover de Tamara Zidansek (31.ª WTA), a contas com um problema na região abdominal. E na segunda meia-final, Gauff foi a primeira a desferir golpes e a aproveitar os muitos erros de Madison Keys para se adiantar no marcador.

Entre a espada e a parede, Keys encontrou o seu melhor ténis. A tenista de 26 anos descobriu a profundidade das suas pancadas e começou a criar outro tipo de dificuldades a Gauff na resposta. A jovem de 17 anos sentiu o ascendente da adversária e também cometeu alguns erros em momentos cruciais, principalmente com duplas faltas e Keys, após um grande segundo set, atirou a decisão para a terceira partida.

Nenhuma das atletas queria ceder e os break points demoraram a aparecer no set decisivo. O primeiro surgiu no sexto jogo e Keys agarrou a oportunidade para fazer o 4-2, mas Coco Gauff mostrou a mesma eficácia e só precisou de uma chance para fazer o contra-break. Logo a seguir, Keys teve mais quatro oportunidades para chegar ao 5-3, mas não conseguiu converter e as duas mantiveram-se empatadas até à reta final.

A servir a 5-6, Gauff liderou por 40-15, eliminou dois match points e desperdiçou por duas vezes nas vantagens a chance de forçar o tiebreak, antes de cair ao terceiro match point perante uma resposta profunda ao segundo serviço por parte de Madison Keys.

Depois do vice-campeonato em Brisbane, em 2020, Madison Keys procura regressar aos títulos na 11.ª final da carreira ao nível WTA. A norte-americana — detentora de cinco títulos — não vence uma prova desde agosto de 2019, quando derrotou Svetlana Kuznetsova para erguer o troféu em Cincinnati. Do outro lado estará Alison Riske, que disputa a 12.ª final da carreira e procura o quarto título, depois de na época passada ter sido vice-campeã em Portoroz, em setembro, e campeã em Linz, em novembro.

Em termos de confronto direto, Keys leva larga vantagem: venceu os cinco duelos disputados entre ambas ao nível WTA, com a única vitória de Riske a surgir em julho de 2011, num torneio de 50 mil dólares em Lexington. As duas não se defrontam desde agosto de 2016, quando Keys triunfou sobre Riske na primeira ronda do US Open.


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