Elias avança com otimismo, mas alerta: “Vai ser muito difícil levantar-me da cama sem algumas dores”

Sara Falcão/FPT

MAIAGastão Elias sorriu por último no encontro de maior destaque da jornada desta quinta-feira ao derrotar o compatriota Tiago Cação rumo aos quartos de final de singulares do Maia Open I e no final mostrou-se satisfeito por ter superado um adversário que lhe colocou mais dificuldades do que o da véspera, dia que assinalou o seu regresso à competição pós-lesão.

“O Tiago jogou muito melhor do que o meu adversário de ontem. É certo que hoje cometi um pouco mais de erros, especialmente no início do segundo set, em que baixei muito a energia, mas ele esteve bem nos pontos importantes e no geral fez um encontro muito bom. Acabou por ser decidido por poucas coisas e quando consegui passar para a frente no 3-3 do terceiro set fui mais agressivo do que ele e cometi menos erros”, analisou o tenista de 31 anos.

Questionado sobre o que terá feito a diferença para sair por cima do encontro, Elias referiu-se à experiência: “Talvez ele tenha ficado mais ansioso à medida que o encontro se aproximou do fim. Eu estava bastante tranquilo, sem grande preocupação em relação a ganhar ou perder. Obviamente que quando entro em campo quero sempre ganhar, mas sei o momento de forma em que estou e aquilo que estou focado em trabalhar. Talvez a experiência tenha sido uma das chaves do encontro, porque fisicamente senti que ele estava bastante melhor do que eu.”

Já taticamente, o ex-top 60 ATP reconheceu que a pancada de slice fez parte da estratégia para esta eliminatória: “O Tiago é um jogador que gosta de controlar muito os pontos com a direita e eu em vários momentos tentei jogar uma bola baixa e curta do lado esquerdo para ele não ter tempo de o fazer. Mas ao mesmo tempo nestas condições em que o campo é muito lento isso torna-se numa pancada muito faca de dois bicos porque se a bola não sai perfeita fica mais ou menos a flutuar para ele e isso aconteceu algumas vezes.”

Garantindo que ainda não pensa no título, até porque “vai ser muito difícil levantar-me da cama sem algumas dores”, Gastão Elias foi parco em comentários ao próximo adversário, o francês Geoffrey Blancaneaux: “Nunca joguei contra ele e não o conheço muito bem, mas tenho uma ideia de alguns pontos fortes e menos fortes. É um assunto que ainda vou discutir com o meu treinador hoje à noite porque gosto de ir dormir com o plano na cabeça.”


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