Croácia derrota Sérvia de um homem só e chega à final da Taça Davis

Novak Djokovic fez quase tudo o que estava ao seu alcance, mas o esforço coletivo falou mais alto e a Croácia derrotou a Sérvia para chegar pela quarta vez à final da Taça Davis — primeira desde que venceu a última edição do formato tradicional, em 2018.

A eliminatória desta sexta-feira em Madrid começou com mais uma vitória de Borna Gojo. Se até ao início da semana o número 279 mundial não tinha quaisquer vitórias sobre jogadores do top 75 mundial, ao derrotar Dusan Lajovic (33.º) por 4-6, 6-3 e 6-2 o jovem croata registou a terceira em outros tantos encontros com as cores do seu país e, mais do que isso, assinou um triunfo fundamental para as aspirações croatas.

A importância do triunfo de Gojo confirmou-se pouco depois, quando Novak Djokovic fez jus ao estatuto de número um mundial e rubricou o 19.º triunfo consecutivo em encontros de singulares na Taça Davis ao aplicar os parciais de 6-4 e 6-2 a Marin Cilic. A vitória teria sido suficiente para a Sérvia seguir em frente caso o compatriota do líder do ranking tivesse confirmado o favoritismo, mas tal como contra a Alemanha (Filip Krajinovic perdeu para Daniel Koepfer) e contra o Cazaquistão (Miomir Kecmanovic desperdiçou vários match points perante Mikhail Kukushkin) o fardo sobrou todo para o homem de Belgrado.

Nos pares, já se sabia, o favoritismo seria sempre dos croatas e Mate Pavic e Nikola Mektic (vencedores de nove torneios e finalistas de outros três só em 2021!) e a melhor dupla da época precisou de apenas 73 minutos para o materializar: os parciais de 7-5 e 6-1 sobre Novak Djokovic e Filip Krajinovic selaram o 2-1 final.

Desta forma, a Croácia garantiu a qualificação para a final da Taça Davis pela quarta vez na história. Campeã em 2005 (3-2 à Eslováquia) e em 2018 (3-1 sobre a França na última final sob o formato tradicional, em Lille) e finalista em 2016 (derrota por 3-2 para a Argentina, na única final jogada “em casa”), a a seleção liderada por Vedran Martic terá de esperar por sábado para conhecer a derradeira adversária em Madrid: ou Rússia ou Alemanha.


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