Svitolina aquece para o US Open com primeiro título do ano em Chicago

Com o US Open ao virar da esquina, a ucraniana Elina Svitolina garantiu este sábado um reforço dos índices de confiança para o último Grand Slam da temporada. A tenista de 26 anos conquistou a edição inaugural do Chicago Women’s Open, ao derrotar a francesa Alizé Cornet na final deste sábado pelos parciais de 7-5 e 6-4.

O caminho de ambas até à final teve alguns percalços, mas as duas conseguiram ultrapassar todos os obstáculos. Svitolina liderava por 5-7, 6-1 e 2-0 na estreia frente a Clara Burel quando a francesa se retirou do embate. Daí seguiram-se vitórias frente a Fiona Ferro (6-4 e 6-4), Kristina Mladenovic (6-1 e 6-0) e Rebecca Peterson (6-1, 6-7[4] e 6-3), a única tenista não-francesa que a ucraniana defrontou durante toda a semana.

Cornet teve que batalhar ainda mais para atingir a final. A francesa conseguiu apenas uma vitória em dois sets e teve que passar por três parciais nos restantes encontros, a começar pelo embate da primeira ronda em que venceu Ann Li por 6-7[8], 6-0 e 6-4. Na segunda ronda, a gaulesa venceu Jasmine Paolini por 7-6[4] e 6-4 e voltou depois a precisar de três sets para derrotar Marketa Vondrousova (2-6, 6-4 e 6-3) nos quartos de final e Varvara Gracheva (4-6, 6-1 e 6-0) nas meias-finais.

Principal favorita ao título no estado do Illinois, Elina Svitolina precisou de exatas duas horas para carimbar o triunfo sobre uma aguerrida Cornet, que nem perante as dificuldades físicas atirou a toalha ao chão. Inclusive, quando perdia por 7-5 e 3-0, a nona cabeça de série trocou algumas palavras com o treinador em francês, tendo sido percetível a frase “é uma final” da parte da mesma, indicando que não estaria disposta a desistir.

Uma série de winners de direita na resposta permitiram a Svitolina quebrar o serviço da adversária bem cedo no marcador. Com um ténis mais variado, Cornet arranjou forma de recuperar o break de atraso e de reacender a chama do primeiro set. Com o resultado em 5-5, Svitolina eliminou três break points para chegar ao 6-5 e colocar a pressão toda do lado de Alizé Cornet. A francesa lutou para forçar o tiebreak e liderou mesmo por 40-15 ao serviço, mas acabou por sofrer o break e ceder o parcial.

Na reta final do primeiro set, os problemas da número 68 mundial em movimentar-se já começavam a ser visíveis. Cornet foi depois assistida fora do court e surgiu já com a perna completamente enfaixada para arrancar o segundo parcial, no qual Svitolina chegou rapidamente ao 3-0. O jogo de serviço seguinte foi confirmado por Cornet, que reduziu para 3-1, e a partir daí mais ninguém conseguiu vencer um jogo de serviço. O festival de breaks que se consumou até ao final do encontro foi favorável a Svitolina, que tinha construído a vantagem madrugadora e assim aproveitou para selar o triunfo em sets diretos.

Depois da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Elina Svitolina regressa aos títulos no circuito WTA na véspera do último Grand Slam da temporada. Quase um ano depois de ter sido campeã em Estrasburgo, a tenista natural de Odessa aumenta a contagem de títulos WTA para 16 em 19 finais disputadas e vai chegar a Nova Iorque na quinta posição do ranking mundial, ultrapassando Sofia Kenin.

Quanto a Cornet, ex-número 11 mundial cuja última final tinha sido em Lausana, em 2019, possui agora um registo de 6-8 em grandes decisões ao mais alto nível. A boa semana, no entanto, catapulta a tenista de 31 anos de regresso às 60 primeiras do Mundo. Alizé Cornet vai subir 12 lugares e instalar-se na 56.ª posição.

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