Gastão Elias e a vitória no US Open: “Mentalmente estava lá e foi isso que me fez vencer”

Três longos anos depois, Gastão Elias voltou a disputar um torneio do Grand Slam e fê-lo com uma vitória — a única do dia para os tenistas portugueses no qualifying do US Open. O jogador da Lourinhã (número 233 do ranking ATP) derrotou Hugo Grenier (242.º) por 3-6, 6-3 e 6-4 e no final partilhou com o Raquetc a análise ao encontro e a antevisão da segunda de três rondas de qualificação em Nova Iorque.

“Sem dúvida que não foi o meu melhor jogo [desde o regresso, há sensivelmente um ano]. Estava obviamente nervoso porque queria ter uma boa prestação neste US Open e a isso juntou-se o facto de praticamente não ter treinado desde que aqui estou porque tenho sentido um pequeno incómodo no cotovelo. Poupei-me bastante e também não tive a oportunidade de treinar nos campos de jogo e tudo junto fez com que não me conseguisse apresentar ao meu melhor nível, mas mentalmente estava lá, lutei até ao final e foi isso que me salvou”, explicou o ex-número 57 do ranking depois de carimbar o quarto triunfo da carreira nos courts de Flushing Meadows.

Sobre o duelo com Hugo Grenier, Gastão Elias confessou que se considerava “superior ao meu adversário apesar de ele ser um jogador que devolve muitas bolas e te obriga a bater várias em todos os pontos, o que complica um bocado a vida a quem não está a jogar bem” e acrescentou que se sentiu “frustrado porque sabia que tinha mais nível do que ele e que se conseguisse jogar mais ou menos bem ia sair com a vitória, portanto houve momentos em que me senti um pouco irritado.” 

Apurado para a segunda de três rondas do qualifying — foi o único a fazê-lo, enquanto os compatriotas Pedro Sousa, João Sousa, Frederico Silva e João Domingues ficaram pelo caminho ao longo do dia —, Gastão Elias não espera facilidades frente a Ulises Blanch, norte-americano que esta quarta-feira colocou um ponto final na caminhada de Pedro Sousa. “Espero um encontro duro, defrontar um americano no US Open é sempre duro. Ele ganhou ao Pedro, que era o cabeça de série da minha secção, portanto obviamente está a jogar a um bom nível e defrontar um jogador com um grande serviço neste tipo de campos, que estão bem rápidos, torna-se complicado. Espero conseguir contrariar o serviço dele para entrar no campo e disputar o maior número de pontos possíveis do fundo, que é onde sinto que tenho vantagem.”

Caso ultrapasse mais um desafio, o jogador português chegará pela primeira vez na carreira à terceira ronda do qualifying do US Open, dado que na única vez que participou no quadro principal (em 2016) fê-lo com entrada direta.

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