Antigo campeão júnior de Wimbledon termina carreira aos 25 anos: “Entrar em campo tornou-se um sofrimento”

Foi um dos mais promissores tenistas da nova fornada do ténis italiano, mas a pressão e o stress superaram a sua ambição de se fixar no topo e sentenciaram um precoce final de carreira, aos 25 anos. Gianluigi Quinzi, que em 2013 ergueu o título de campeão júnior em Wimbledon, disse ‘basta’ à sua angústia e pendurou as raquetes.

O anúncio da retirada foi feito em declarações ao Nuova Sardegna, e o transalpino apontou a instabilidade emocional como principal fator que ditou a decisão: “Entrar em campo tornou-se um dever e um sofrimento, não havia mais paixão nem diversão”, lamentou o ex-tenista de Pádua.

Quinzi confessou ainda que as altas expectativas inicialmente geradas dificultaram a sua evolução enquanto profissional: “No momento em que percebi que não podia entrar no top 100, disse a mim mesmo que tinha de refletir e entender o que fazer. Não consegui reiniciar e recomeçar com entusiasmo. Quando se começa a ganhar muito jovem, perder torna-se uma tragédia. E foi assim para mim. Após 20 anos de sacrifício, desisti dos meus objetivos”.

Para além dos feitos em juniores – não só conquistou Wimbledon como foi fundamental para a primeira conquista italiana da Taça Davis -, Gianluigi Quinzi ainda apresentou bons indicadores enquanto jogador profissional: tem a 142.ª posição como melhor registo e conquistou dois eventos Challenger em 2018 (Francavilla e Mestre), para além de ter sido o representante da casa nas NextGen Finals de 2017, em Milão.

A saúde mental tem sido um dos principais obstáculos para os profissionais da modalidade, sofrendo um agravamento desde o aparecimento da pandemia: para além de Gianluigi Quinzi, também a jovem Maja Chwalinská colocou a carreira em pausa para lutar contra a depressão. Já Naomi Osaka, boicotou a imprensa de forma a preservar o seu bem-estar psicológico.

 

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