Alcaraz e uma semana para recordar. “Levarei Portugal sempre comigo”

Carlos Alcaraz conferência de imprensa final
Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Quarto e maior título na carreira no circuito Challenger e o ingresso no top 100 mundial. A semana em Portugal será lembrada para sempre para o talentoso Carlos Alcaraz, tido como muitos como um futuro número um mundial. No final da conquista do Oeiras Open 125 frente a Facundo Bagnis, o tenista de Murcia passou pela última vez pela sala de conferências de imprensa do Complexo Desportivo do Jamor.

“Estou super contente por poder conseguir este título, o maior da minha carreira até ao momento. Joguei a um grande nível durante toda a semana e era disso que precisava, porque a estes torneios vêm jogadores muito bons e precisava de um nível de concentração e de ténis muito alto. Consegui, é uma preparação muito boa para Roland-Garros e vou com muita confiança”, examinou Alcaraz, que ao contrário da meia-final face a Taro Daniel não acusou a pressão quando serviu para o triunfo. “Estava mais calmo e soube gerir melhor a situação”.

“O Facundo é um grande jogador, mas acho que consegui controlar a final, sobretudo no primeiro set. Penso que o que fez a diferença foi apostar na resposta e ter paciência até ter uma bola boa para atacar e não lhe dar muitas opções para o conseguir dominar”, afirmou o novo membro do clube dos 100. “Entrar no top 100 é super especial, mas há que dar-lhe a maior naturalidade do mundo. É muito bonito poder estar no top 100, mas agora vem Roland Garros e há que estar concentrado nos objetivos”.

Sem tempo para comemorar porque o qualifying do segundo Grand Slam do ano está a chegar, o tenista de 18 anos destacou a importância de contar com um Juan Carlos Ferrero consigo. “Temos uma relação muito próxima e isso alegra-me muito, porque sei que tenho um pilar fundamental e um suporte quando necessito. Significa muito para mim tê-lo comigo”. Tal como o seu técnico – no caso do antigo número um mundial há praticamente 22 anos depois de triunfar no Challenger na Maia -, Alcaraz ascendeu à elite dos 100 melhores após um título em solo nacional. “É muita coincidência que o façamos os dois aqui em Portugal e a ganhar um Challenger, é uma coincidência do mundo (muitos risos)”.

“Vou recordar-me sempre deste momento e levarei Portugal presente. Vou lembrar-me sempre de tudo. A primeira vez que entras no top 100 é muito especial e sempre recordarei o local e como o fiz”. Nós também, Carlos.

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